Polícia Federal investiga Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio por vazamento ao CV

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Mandados de prisão na Operação Unha e Carne (Foto: Instagram)

Na manhã desta quinta-feira (2/7), a Polícia Federal (PF) iniciou mais uma etapa da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto vazamento de informações confidenciais para o Comando Vermelho (CV) e um possível envolvimento com a Máfia do Cigarro.

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Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio são alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão.

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De acordo com informações obtidas pela coluna, Márcio Poncio foi detido na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu nome foi encontrado em registros relacionados à Máfia do Cigarro durante a operação que prendeu Adilsinho em fevereiro deste ano.

Além do mandado contra Poncio, a PF também cumpriu ordens de prisão contra Bacellar e Adilsinho, ambos já detidos em presídios.

Conforme a PF, esta fase da operação visa aprofundar a investigação sobre indícios de lavagem de dinheiro envolvendo a nova liderança do jogo do bicho no Rio de Janeiro e possíveis conexões com membros dos poderes Executivo e Legislativo.

No total, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em locais no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Por ordem de Moraes, também foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de R$ 22 milhões.

Segundo a PF, esta fase foi desencadeada após a apreensão de listas em posse de Adilsinho, que indicavam registros de supostos pagamentos irregulares, doações eleitorais e uma contabilidade ligada à lavagem de dinheiro da Máfia do Cigarro.

Os documentos despertaram a atenção dos investigadores por sugerirem possíveis transferências diretas de valores a agentes políticos no Estado do Rio de Janeiro.

Com as ações de busca e apreensão realizadas nesta quinta-feira, a PF busca aprofundar a análise dos materiais coletados, rastrear o fluxo financeiro investigado e identificar possíveis beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

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