
Pai de Gisele Santana se emociona ao depor contra coronel acusado de feminicídio (Foto: Instagram)
Sob a iluminação fria da sala de audiência, José Simonal Teles de Santana, pai da soldado da PM Gisele Alves Santana, que morreu aos 32 anos com um tiro na cabeça, sentou-se próximo aos advogados do acusado de matar sua filha, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso pelo feminicídio. José rejeitou a versão de suicídio apresentada pela defesa do coronel.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Com uma fala simples, José se emocionou várias vezes durante seu depoimento à Justiça no dia 1º de julho. Ele chorou intensamente ao lembrar a última noite em que viu Gisele viva. O pai precisou pausar para se recompor antes de continuar.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Geraldo Neto está detido desde 18 de março, um mês após a morte da esposa. Ele enfrenta acusações de feminicídio e fraude processual. A defesa alega que Gisele cometeu suicídio, mas a Polícia Civil concluiu que as provas tornam essa hipótese insustentável.
“ELA GOSTAVA DE VIVER”
No início do depoimento, perguntaram a José se Gisele apresentava sinais de que poderia se matar. “Jamais”, ele respondeu, destacando que ela era alegre, tinha planos e amava a filha de 7 anos, de um relacionamento anterior. Ele voltou a falar sobre isso espontaneamente.
A declaração de José coincide com o depoimento de Marinalva Vieira Alves de Santana, mãe de Gisele, que também negou qualquer comportamento suicida da filha, afirmando que ela “gostava de viver” e tinha na filha seu maior amor.
O ÚLTIMO ENCONTRO COM A FILHA
José relatou que na sexta-feira antes da morte, Gisele ligou chorando pedindo que os pais a buscassem no apartamento onde vivia com o coronel, no Brás, São Paulo.
Preocupado, ele decidiu ir imediatamente, levando Marinalva. Gisele desceu com a filha e conversou com a mãe por cerca de 15 minutos, mas optou por ficar no apartamento. José não conteve as lágrimas ao recordar.
SALÁRIO, CARROS E APARTAMENTO
Segundo José, antes de conhecer os sogros, Geraldo já os havia adicionado no WhatsApp e enviado mensagens sobre seu patrimônio, incluindo fotos do apartamento e dos carros, além de informar sua profissão e salário.
A atitude incomodou Marinalva, que bloqueou o coronel. José, no entanto, manteve o contato para observar o comportamento de Geraldo.
CONTROLE SOBRE GISELE
José afirmou que a filha se afastou da família e amigos após começar a viver com Geraldo, que controlava seus movimentos e demonstrava ciúmes.
Gisele teria tentado terminar o relacionamento várias vezes. José contou que, durante visitas sem o marido, ela falava sobre a agressividade e o desejo de se separar.
NENHUMA LIGAÇÃO DEPOIS DA MORTE
Após a morte de Gisele, Geraldo não procurou José, apesar de ligar frequentemente quando ela estava viva. Segundo o delegado Lucas de Souza Lopes, após o disparo, Geraldo fez chamadas a superiores, mas não contatou os parentes de Gisele.
INTERROGATÓRIO ADIADO
O depoimento de José ocorreu antes da audiência de Marinalva, parte da instrução iniciada em 29 de junho. A oitiva de Geraldo, prevista para 3 de julho, foi adiada para 28 de agosto a pedido da defesa.
O oficial permanece no Presídio Militar Romão Gomes e nega ter matado Gisele, assim como as acusações de fraude processual.







Leave a Reply