
Guilherme Boulos em entrevista ao ‘Acorda Metrópoles’ criticou o bloqueio da PEC do 6×1 (Foto: Instagram)
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta quarta-feira (8/7) a atitude do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de bloquear a PEC que visa o fim da escala 6×1.
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Durante uma entrevista à coluna no programa Acorda Metrópoles, Boulos afirmou que a principal pauta da sociedade brasileira no Legislativo não deve ficar parada no Senado por causa de "uma birra".
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"O que não pode é impedir a discussão (…) que hoje é a principal pauta da sociedade brasileira que está no Legislativo. É a principal pauta. Como pode ficar engavetada por um gesto menor, uma birra, algo como: 'Ah, eu quero brigar com o Executivo'? Brigue com o Executivo, é normal. Aliás, é normal que o presidente do Senado ou da Câmara, que o Legislativo critique o Executivo. E que representantes do Executivo critiquem o Legislativo. Isso faz parte do jogo democrático", declarou Boulos.
O ministro comentou que, com a PEC travada, o Senado "pune milhões" de pessoas que seriam beneficiadas pela proposta. A PEC foi aprovada pela Câmara em maio e, desde então, não foi analisada pelos senadores.
"O que acho que começa a complicar é quando você pune milhões de pessoas por uma disputa política, uma disputa entre Poderes. E acredito que a sociedade não aceita isso. Engana-se quem pensa que a sociedade não está vendo", afirmou.
BOULOS FAZ APELO A ALCOLUMBRE
Boulos também fez um apelo a Alcolumbre para que a proposta seja votada, mesmo que o presidente do Senado seja contra a redução da escala e da jornada de trabalho, como defende o governo.
"Eu faço um apelo público ao presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre: coloque para votar. Qual é a dificuldade de colocar para votar? Se ele é contra — não sei se é ou não, porque não se pronunciou —, vote contra. Se o Flávio Bolsonaro é contra lá no Senado, vote contra. Os senadores que são contra votem contra. Agora, a sociedade, o trabalhador brasileiro, tem o direito de saber", declarou.







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