Google retira vídeos de Coronel Jairo contra Leniel por ordem judicial

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Coronel Jairo e Leniel Borel em disputa judicial por difamação (Foto: Instagram)

A Google Brasil retirou do YouTube vídeos postados por Jairo Souza Santos, conhecido como Coronel Jairo, que continham ataques contra Leniel Borel, pai de Henry Borel. A ação foi resultado de uma ordem judicial do Rio de Janeiro, emitida em caráter de urgência.

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Coronel Jairo é pai do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado no dia 4 de julho a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry Borel.

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A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme de Souza Almeida, da 2ª Vara Cível da Regional de Madureira, em 2 de julho. Além de ordenar a remoção dos vídeos, o juiz proibiu o coronel reformado da PM e ex-deputado estadual de divulgar novas informações falsas sobre Leniel, sob pena de multa.

Nos vídeos, ele teria chamado o pai de Henry de “canalha”, “pilantra” e “mentiroso”.

O juiz estipulou multa de R$ 5 mil para cada nova publicação que descumpra a ordem judicial.

Em comunicado, Leniel afirmou que a publicação dos vídeos fazia parte de uma estratégia para tentar influenciar o julgamento do filho do coronel.

“Ao mesmo tempo em que buscou protelar o julgamento por cinco anos, o pai do acusado empreendeu campanha difamatória contra o pai da vítima para tentar tornar menos desprezível o crime, numa velha tática para tentar influenciar o júri, que é popular”, declarou.

De acordo com o processo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro enviou um oficial de Justiça à casa de Coronel Jairo, em 3 de julho, para notificá-lo oficialmente sobre a decisão.

No local, uma funcionária informou que ele não estava presente. Conforme os autos, foi deixada uma cópia do mandado na residência e também enviada uma mensagem via WhatsApp, meio autorizado para comunicação judicial.

Até o momento, Coronel Jairo não confirmou o recebimento da citação nem respondeu à mensagem.

Na sexta-feira (3/7), a Justiça também autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela do ex-vereador, para investigar possíveis comunicações e articulações feitas por ele de dentro da prisão.

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