Janja afirma que Brasil nunca teve primeira-dama atuante

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Janja destaca rotina de trabalho ativo no Planalto (Foto: Instagram)

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, respondeu nesta segunda-feira (13/7) às críticas sobre seu papel no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao UOL, ela comentou sobre a resistência enfrentada, atribuindo-a à falta de costume da sociedade brasileira com uma primeira-dama ativa. Segundo Janja, o Brasil “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”.

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Janja destacou que sua rotina inclui reuniões, agendas e viagens oficiais, o que, segundo ela, tem gerado estranhamento e críticas. Ela mencionou que atua em pautas como o combate à fome e medidas contra a pobreza menstrual. “Eu vou quase todo dia para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho”, afirmou.

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Ao discutir a origem das críticas, Janja comparou sua trajetória com a de Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e apontou um preconceito de classe. Ela destacou que Ruth, com uma carreira acadêmica consolidada, era vista de forma diferente. “Isso importa muito. Há um recorte de elite. Tenho certeza absoluta que muito do preconceito contra mim é de classe. Não venho de uma família rica”, declarou.

A primeira-dama também respondeu a críticas de aliados e opositores sobre os custos de suas viagens e agendas internacionais. Ela classificou as acusações como uma tentativa de desgastar a imagem de Lula. “Realmente essas coisas não me atingem. Eu já fui muito atacada. E essa questão que você falou da ‘gastadeira’ é exemplo da misoginia pura, que hoje surfa nas redes sociais”, afirmou.

Janja explicou que suas escolhas por hotéis e classes executivas seguem protocolos. “Eu procuro me hospedar nas embaixadas, primeiro, por uma questão de segurança, é mais tranquilo também o trânsito, toda a logística. Eu viajo na executiva também por uma questão de segurança. Não viajo na econômica porque tem alguns regramentos que tenho que seguir. Por mim, eu nem teria segurança, mas não posso abrir mão da segurança porque tá lá”, disse.

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