
EUA lançam nova ofensiva contra instalações militares iranianas no Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que, na tarde desta quarta-feira (15/7), iniciou uma segunda série de ataques contra alvos militares iranianos. De acordo com os militares dos EUA, o objetivo da ofensiva foi atingir instalações que representam uma ameaça às embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de petróleo.
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Em comunicado, o Centcom detalhou que as operações começaram às 15h (horário da Costa Leste dos EUA) e miraram capacidades militares do Irã relacionadas à segurança da hidrovia.
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Mais cedo, o Centcom já havia comunicado outro ataque à Ilha de Tunb Maior, situada estrategicamente próxima ao Estreito de Ormuz. Conforme os Estados Unidos, a operação, que durou cerca de uma hora e meia, atingiu sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro.
Segundo o comando americano, a ofensiva diminuiu a capacidade do Irã de realizar ataques contra embarcações comerciais na região. A ilha abriga bases navais e militares iranianas, sendo um ponto estratégico para o monitoramento do tráfego marítimo.
A nova ofensiva ocorre em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Na semana passada, Washington voltou a realizar bombardeios contra alvos iranianos após declarar encerrado o cessar-fogo que estava em vigor desde 17 de junho.
Desde então, o Irã intensificou ataques contra bases militares americanas localizadas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia.
A escalada também reacendeu a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos afirmam que pretendem garantir a livre navegação na região e retomaram operações navais contra embarcações ligadas ao Irã.
Inicialmente, o presidente Donald Trump anunciou a intenção de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem a hidrovia sob supervisão americana. Posteriormente, o republicano recuou da proposta, afirmando que ela seria substituída por compromissos de investimentos de países do Golfo nos Estados Unidos.
O governo iraniano, por sua vez, sustenta que mantém o controle sobre o Estreito de Ormuz e promete responder militarmente a qualquer ação das forças americanas na região. O chanceler Abbas Araghchi ironizou a proposta de Trump, afirmando que o Irã poderia cobrar um pedágio pela travessia da rota marítima. Autoridades iranianas também têm declarado que a navegação no estreito não voltará ao cenário anterior ao início do conflito.







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