Banco Master transferiu R$ 57,9 milhões para empresa com capital de apenas R$ 40

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Fachada do Banco Master em São Paulo (Foto: Instagram)

O Banco Master transferiu a quantia de R$ 57,9 milhões para uma empresa recém-criada, que possui um capital social mínimo de R$ 40. Esses repasses ocorreram entre 2024 e 2025, conforme informações da Receita Federal analisadas pela coluna. A Copenhagen e Assessoria e Consultoria S.A. figura entre as 10 empresas que mais receberam valores do Master nesse período, supostamente por serviços prestados.

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A Copenhagen é propriedade do Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, gerido pela gestora Trustee DTVM, que está sob investigação da Polícia Federal por suspeita de compra e ocultação de bens para a organização criminosa do empresário Daniel Vorcaro, CEO do Master.

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Fundada em novembro de 2024, a Copenhagen tem sua sede em um edifício comercial em São Caetano do Sul (SP) e declara atuar na área de consultoria em gestão empresarial.

A Copenhagen é oficialmente dirigida pelo contador Rogério Lourenço Novo desde setembro de 2025, pouco antes da Polícia Federal lançar a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.

Rogério Lourenço Novo já foi alvo de investigações da Polícia Federal por, supostamente, operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para sonegar impostos entre 2013 e 2015. A fraude, estimada em mais de R$ 100 milhões, também beneficiava o empresário Tercio Borlenghi Júnior, fundador da Ambipar.

O Ministério Público Federal, no entanto, arquivou as investigações após a principal empresa investigada aderir a um programa de parcelamento da dívida tributária. Atualmente, Rogério Lourenço Novo também atua como conselheiro fiscal da Ambipar.

Anteriormente, a gestão da Copenhagen era de Artur Martins de Figueiredo, também da Trustee DTVM. Segundo reportagem do UOL, ele é investigado pela PF por utilizar fundos de investimentos e manobras contábeis para movimentar e ocultar recursos do Master.

A Trustee DTVM declarou à coluna que, na qualidade de administradora do fundo Estônia Multiestratégia, que investe na Copenhagen Assessoria e Consultoria, não tem controle sobre as relações comerciais da empresa nem sobre pagamentos ou negociações com o Banco Master para ocultar patrimônio.

“É importante esclarecer que Artur Figueiredo atuou na administração da empresa Copenhagen, representando o fundo Estônia – prática de governança amplamente aceita no mercado quando estruturas societárias recebem investimentos de fundos de participação.”

“Durante todo o tempo em que atuou na empresa, Artur Figueiredo seguiu rigorosamente a legislação aplicável, os procedimentos de governança, controles internos e compliance em vigor”, continuou a Trustee.

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