
Likweli, nova espécie de macaco do Congo com lábios alaranjados, observado nas copas das árvores. (Foto: Instagram)
Uma nova espécie de macaco que vive nas copas das árvores das florestas da República Democrática do Congo foi descoberta por cientistas. Com lábios alaranjados e rosto preto, o macaco foi nomeado Likweli e é a quinta nova espécie de macaco africano descoberta nos últimos 75 anos.
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Os pesquisadores recomendam que esta nova espécie de macaco africano, o Likweli, seja classificada como ameaçada de extinção devido ao seu habitat restrito e à ameaça de caça e perda de floresta. A descoberta foi realizada por uma equipe de cientistas da Florida Atlantic University, da Lukuru Wildlife Research Foundation, da Yale University, da City University of New York, do Parque Nacional de Lomami e da Sociedade Zoológica de Frankfurt.
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A descrição oficial da espécie foi publicada na quarta-feira (15/7) na revista científica PLOS One. A espécie Colobus congoensis estava oculta no Parque Nacional de Lomami, no centro-leste do país. Pesquisadores da Universidade Yale e de outras instituições identificaram o animal como um macaco raro e discreto, desconhecido até mesmo pelas comunidades locais.
Julia Arenson, coautora do estudo e pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Antropologia de Yale e no Instituto de Estudos da Biosfera de Yale, afirmou: “Nossa equipe avaliou vários conjuntos de dados que chegaram à mesma conclusão: Likweli é uma espécie distinta de macaco Colobus que nunca tínhamos visto antes”.
Segundo a cientista, a descoberta de uma nova espécie de primata é extremamente rara, especialmente em populações anteriormente desconhecidas pela ciência. Terese Hart, bióloga de conservação da Fundação de Pesquisa da Vida Selvagem Lukuru, acrescentou que somente após 10 anos explorando a Floresta de Lomami foi possível obter imagens claras e fotos convincentes para confirmar a existência de mais um novo macaco.
Os Likweli são macacos pequenos, com cauda longa e pelagem predominantemente preta. Os pelos na cabeça formam uma moldura ao redor da testa e do rosto. As manchas em tons de laranja e creme na face e as marcas brancas nas costas, próximas à cauda, diferenciam a espécie do Colobus satanas, seu parente mais próximo.
O estudo também identificou diferenças na estrutura dentária e do crânio em relação ao Colobus satanas. Embora semelhantes, Likweli e sua espécie irmã vivem em áreas separadas por pelo menos 1,2 mil quilômetros. As vocalizações do Colobus congoensis foram comparadas com outras espécies, revelando semelhanças com o Colobus satanas, mas com diferenças na sequência e frequência.
Devido à distribuição geográfica limitada e à pequena população, além do aumento da caça e invasão humana, os pesquisadores recomendam classificar a espécie como ameaçada de extinção. Sargis, curador de mamíferos e paleontologia de vertebrados do Museu Peabody de Yale e diretor do Instituto de Estudos da Biosfera de Yale, destacou: “Nossas análises fornecem fortes evidências de que esta é uma nova espécie distinta que está em perigo de extinção”.
Documentar novas espécies de primatas como o Likweli ilustra a incrível biodiversidade da região e ressalta a importância do Parque Nacional de Lomami e de outros esforços de conservação para proteger essa diversidade.







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