
Agentes da Receita Federal em depósito de mercadorias apreendidas avaliadas em R$ 7 bilhões (Foto: Instagram)
A Receita Federal, conforme documentos obtidos pelo Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação, mantinha em julho de 2026 um total de R$ 7 bilhões em mercadorias apreendidas, armazenadas em depósitos e alfândegas.
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Entre os itens com maior valor, destacam-se veículos (R$ 1,74 bilhão), eletrônicos (R$ 682,8 milhões), cigarros (R$ 312,1 milhões), brinquedos (R$ 159 milhões), perfumes (R$ 139 milhões) e medicamentos (R$ 84,9 milhões).
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A categoria "outros", abrangendo diversos tipos de mercadorias, somava R$ 3,8 bilhões do total.
Os documentos também indicam que as apreensões se mantiveram em níveis elevados nos últimos anos. Em 2023, a Receita reteve mercadorias avaliadas em R$ 3,78 bilhões, R$ 3,76 bilhões em 2024 e R$ 4,19 bilhões em 2025.
Somente entre janeiro e junho de 2026, o valor das apreensões atingiu R$ 2,14 bilhões.
RECEITA DESTRUIU R$ 4,6 BILHÕES DESDE 2023
Apesar do grande estoque, a Receita Federal destruiu R$ 4,63 bilhões em mercadorias apreendidas entre 2023 e 2025. No mesmo período, R$ 2,71 bilhões foram destinados a leilões, R$ 1,81 bilhão foi incorporado por órgãos públicos e R$ 1,32 bilhão foi doado.
Os relatórios mostram a destruição de uma variedade de produtos, incluindo cigarros, eletrônicos, medicamentos, suplementos alimentares, perfumes, brinquedos, peças automotivas, vestuário e equipamentos de informática.
Em vários lotes, a Receita registra a eliminação de milhões de maços de cigarros e outros produtos derivados do tabaco.
Os dados revelam que a destinação de mercadorias acontece de forma contínua, mas o volume de apreensões mantém elevado o estoque armazenado pela Receita Federal em depósitos e alfândegas por todo o Brasil.







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