
Micrografia eletrônica de partículas do vírus da hepatite. (Foto: Instagram)
Os testes para hepatites virais se tornaram mais ágeis ao longo dos anos e, atualmente, é possível identificar casos suspeitos de hepatites B e C em até 30 minutos. Disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esses exames permitem que o paciente receba orientação ainda durante o atendimento e, se necessário, seja encaminhado para exames complementares.
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A agilidade no diagnóstico é destacada em julho, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 304 milhões de pessoas convivem com infecção crônica causada por esses vírus no mundo. No Brasil, mais de 826 mil casos foram registrados entre 2000 e 2024, conforme o boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde.
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As hepatites virais são doenças infecciosas que afetam o fígado e podem causar desde sintomas leves até quadros mais graves. Muitas vezes, a infecção é assintomática, o que dificulta o diagnóstico. Quando presentes, os sintomas mais comuns são cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. Também existem as hepatites D, mais comum na Região Norte, e E, menos frequente no país, mas presente em regiões da África e Ásia.
A biomédica Natália Strohmayer, especialista em Microbiologia e Biologia Molecular e assessora científica da Biomédica Equipamentos, explica que o tempo para obtenção do resultado varia conforme o tipo de exame realizado.
“Os testes rápidos ficam prontos em até 30 minutos, permitindo que o paciente receba orientações imediatas na mesma consulta. Já os exames sorológicos costumam ter resultado em até três dias úteis”, afirma.
Embora os testes rápidos sejam fundamentais para a triagem, eles nem sempre encerram a investigação completa.
Natália destaca que, quando o resultado inicial aponta para hepatite B ou C, exames de biologia molecular, como a PCR (reação em cadeia da polimerase), são usados para confirmar se a infecção está ativa, identificar diretamente o material genético do vírus e medir a carga viral.
“Esses exames também ajudam a monitorar a resposta ao tratamento, especialmente porque as hepatites B e C podem evoluir para formas crônicas”, explica.
No caso da hepatite D, a investigação é distinta. Como esse vírus só infecta pessoas que já têm hepatite B, a especialista afirma que ambas as infecções devem ser avaliadas simultaneamente, utilizando exames sorológicos e, quando necessário, testes moleculares.
Segundo Natália, identificar a infecção o mais cedo possível auxilia na definição do tratamento mais adequado para cada paciente e também diminui o risco de transmissão.
“O diagnóstico das hepatites virais evoluiu significativamente nas últimas décadas. Hoje, temos tecnologias mais sensíveis, específicas e rápidas, que permitem detectar a infecção em menos tempo e com maior precisão”, afirma.
Ela ressalta que a testagem também fortalece as ações de vigilância e permite que pessoas infectadas recebam acompanhamento antes do surgimento de complicações.
No Brasil, os testes para hepatites virais são oferecidos gratuitamente pelo SUS. Eles podem ser realizados em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), serviços especializados, maternidades e hospitais da rede pública.
A recomendação é que pessoas com fatores de risco, exposição ao vírus ou indicação médica busquem uma unidade de saúde para avaliação e realização dos exames quando necessário.







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