
Estacionamento pago na Rodoviária do Plano Piloto exibe pavimento danificado e sinalização apagada (Foto: Instagram)
Em julho do ano passado, os estacionamentos próximos à Rodoviária do Plano Piloto, agora sob a administração do Consórcio Catedral, passaram a ser pagos. No entanto, após quase um ano desde o início da cobrança, houve alguma melhoria além da instalação das cancelas?
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Conforme a Secretaria de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (Semob-DF), a concessionária deveria realizar um conjunto específico de melhorias nos estacionamentos, em troca da exploração do espaço.
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Entre as melhorias prometidas estavam reparos nos pavimentos, remoção de trincas e buracos, aplicação de lama asfáltica, implementação de novos projetos de sinalização e readequação de calçadas para acessibilidade, além de melhorias paisagísticas.
No entanto, a realidade encontrada pelo Metrópoles foi diferente. Nos bolsões de estacionamento, especialmente em frente ao shopping Conjunto Nacional, a condição do asfalto é precária.
Além disso, algumas faixas de pedestres ao redor estão apagadas, representando risco para as milhares de pessoas que passam diariamente, principalmente à noite.
Outro ponto observado foi que as calçadas ao redor das vagas em frente ao shopping estão danificadas, dificultando a passagem dos pedestres.
Em resposta, o consórcio afirmou que todos os investimentos, operações e receitas do estacionamento seguem as regras do contrato de concessão.
Luis Felipe Botelho, analista de 28 anos, passa pela rodoviária diariamente e acredita que apenas a organização melhorou, mas a manutenção ainda é deficiente.
Botelho destacou que, desde o início da concessão, não observou manutenção contínua. As faixas de pedestres estão apagadas, o que pode causar acidentes, especialmente à noite.
Ele sugere que melhorias sejam focadas na sinalização e presença de orientadores para guiar pedestres, além de melhorar as condições das calçadas.
Roberto Duarte, bancário de 67 anos, também critica a falta de melhorias na segurança dos estacionamentos desde a concessão.
Para a dentista Lorrana Pires, 33 anos, a concessão melhorou a segurança ao afastar os flanelinhas, mas ainda há necessidade de vigilância constante.
O Consórcio Catedral afirmou que a cobrança restabeleceu a rotatividade das vagas, beneficiando usuários e o comércio local.
A concessionária destacou que o estacionamento regulamentado oferece serviço estruturado, com monitoramento por câmeras e controle de acesso, sem registros de furtos até o momento.
O Metrópoles questionou sobre os valores arrecadados e investimentos realizados, mas a resposta foi que tudo segue as regras contratuais com transparência junto ao GDF.






