Uso de aspirina no infarto agudo pode salvar vidas, mas requer cautela

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Mastigue aspirina ao suspeitar de infarto (Foto: Instagram)

O uso de aspirina é uma das primeiras ações recomendadas em casos suspeitos de infarto agudo do miocárdio. Este medicamento ajuda a prevenir que o coágulo que obstrui a artéria aumente, diminuindo o risco de morte quando administrado rapidamente.

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Apesar de sua eficácia reconhecida, especialistas alertam que a aspirina não deve substituir a busca imediata por atendimento médico e não é adequada para todos os pacientes.

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Quanto mais cedo a aspirina é administrada, maior é a chance de minimizar os danos ao músculo cardíaco. De acordo com o cardiologista Ernesto Joscelin, do Hospital Brasília, a recomendação é que pacientes com suspeita de infarto mastiguem de dois a três comprimidos de AAS infantil (100 mg cada), já que isso acelera a absorção.

O especialista explica que mastigar o comprimido permite que parte dele seja absorvida pela mucosa da boca, garantindo uma ação mais rápida, crucial em momentos em que cada minuto conta.

Embora a aspirina seja essencial no tratamento inicial do infarto, não é indicada para qualquer dor no peito. Algumas condições, como dissecção da aorta e hemorragias digestivas, podem apresentar sintomas semelhantes, tornando o uso do medicamento inadequado.

Os sintomas de infarto incluem dor ou pressão intensa no peito, sensação de aperto, dor irradiando para o braço, falta de ar, suor frio, náuseas, tontura, palidez, e fraqueza intensa.

Entre as contraindicações estão alergia severa ao AAS, sangramento ativo, pressão arterial descontrolada, hemofilia e algumas condições que reduzem as plaquetas.

O médico emergencista Yuri Castro Santos, de Varginha (MG), enfatiza que o paciente não deve tentar identificar a causa da dor sozinho.

A prioridade em casos de suspeita de infarto é chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192. O transporte por ambulância permite monitoramento contínuo e início do tratamento no trajeto até o hospital.

Enquanto aguarda o atendimento, recomenda-se repouso e evitar esforços físicos. Não se deve dirigir até o hospital, pois complicações graves podem ocorrer nas primeiras horas do infarto.

Após o diagnóstico, o paciente pode ser submetido a procedimentos como angioplastia ou cirurgia de revascularização. Quanto menor o tempo entre o início dos sintomas e a desobstrução da artéria, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas permanentes.

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