
Chamas iluminam floresta no sudoeste europeu (Foto: Instagram)
Autoridades na França alertaram que os incêndios florestais no sudoeste do país podem levar "várias semanas, possivelmente meses" para serem completamente controlados. Equipes de emergência continuam a combater as chamas também na Espanha.
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A crise já resultou na evacuação de mais de 300 mil pessoas nos dois países, sendo considerada uma das piores temporadas de incêndios na Europa em tempos recentes.
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Na França, a força do fogo gerou "nuvens de fogo" — um fenômeno atmosférico devido ao calor extremo, nunca antes registrado no país. Helicópteros Black Hawk foram enviados para combater focos próximos a Bordeaux. O presidente Emmanuel Macron declarou nesta segunda-feira (27/7) que os incêndios estão "contidos" em Landes e "estabilizados" em Gironde, mas destacou que o país enfrenta os incêndios mais graves desde a Segunda Guerra Mundial.
Apesar dos progressos, as autoridades francesas alertam que as condições climáticas permanecem desfavoráveis. A previsão é de temperaturas acima da média e falta de chuvas nos próximos dias, o que deve dificultar o controle total das chamas.
Os incêndios também ameaçam áreas próximas a instalações estratégicas da indústria de defesa francesa. A empresa aeroespacial ArianeGroup evacuou preventivamente todas as unidades afetadas.
Em Bordeaux, a população enfrenta intensa fumaça e deterioração da qualidade do ar. Apesar de não haver ordem oficial de evacuação, muitos moradores decidiram deixar a área por precaução. As autoridades francesas também aconselham turistas a evitarem o sudoeste do país.
O primeiro-ministro da Espanha descreveu os incêndios como "a expressão mais dolorosa da emergência climática", enquanto o príncipe William afirmou que os eventos na Espanha, França e Reino Unido são um "forte lembrete" dos impactos de um clima cada vez mais extremo. Além da França e da Espanha, incêndios também atingem Itália, Reino Unido e outras partes da Europa.
Na Espanha, os incêndios continuam a se espalhar em Madri, Toledo e Ávila. O Ministério do Interior informou que mais de 63 mil pessoas foram evacuadas, com milhares ainda em áreas de risco.
Na província de Ávila, o fogo já devastou mais de 50 mil hectares, tornando-se o maior incêndio florestal da história do país, segundo a ministra da Transição Ecológica, Sara Aagesen. Mais de 25 mil moradores foram evacuados apenas nessa região.
Bombeiros trabalham para evitar que dois grandes incêndios próximos a Madri se juntem. O governo espanhol mobilizou mais de 2 mil profissionais, 426 veículos terrestres e 21 aeronaves, além de receber apoio da Grécia, Itália e Portugal.






