Nicarágua adia votação sobre reforma constitucional para setembro

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Autoridades nicaraguenses em cerimônia oficial (Foto: Instagram)

A Nicarágua adiou para setembro a votação da reforma constitucional que pode impedir a participação da oposição nas eleições locais. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27/7) pela copresidente Rosario Murillo.

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Rosario Murillo, que governa ao lado de seu marido, Daniel Ortega, afirmou que as reformas foram apresentadas ao corpo diplomático internacional na Nicarágua. O projeto ainda passará por consultas com setores civis, a Suprema Corte de Justiça e as forças militares e de segurança locais.

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Murillo mencionou que a potencial modificação constitucional será votada na Assembleia Nacional, sob controle do partido governista, no início de setembro. Inicialmente, a votação estava prevista para agosto.

Os esforços para alterar a Constituição — que já concede amplos poderes ao presidente Daniel Ortega e à copresidente Rosario Murillo — começaram na semana passada. As discussões na Assembleia Nacional se intensificaram após Ortega anunciar que não haveria eleições na Nicarágua. O objetivo seria evitar que a oposição "tomasse o governo e o poder".

Após a declaração controversa do presidente, que está no poder desde 2007, o governo retrocedeu e negou que o país deixaria de realizar eleições para escolha de seus representantes.

Conforme Rosario Murillo, as eleições na Nicarágua não estão descartadas, mas devem ocorrer com base em reformas constitucionais que excluam candidatos considerados contrários aos interesses do país e alinhados aos Estados Unidos.