
Tensão internacional: Zelensky e Putin sob o olhar de uma crise crescente (Foto: Instagram)
Geograficamente distantes, os conflitos no Irã e na Ucrânia se aproximaram no último fim de semana, quando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, relatou um bombardeio a um navio iraniano.
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A embarcação iraniana foi atingida, resultando na morte de um marinheiro, após a inteligência ucraniana afirmar que o navio transportava material militar do Irã para a Rússia, o que, segundo Kiev, o tornava um alvo legítimo.
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O governo iraniano negou que o navio estivesse carregando armas para a Rússia e acusou Zelensky de "alimentar as chamas da guerra e da insegurança".
O incidente se somou a outras acusações contra o Irã desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
Autoridades ucranianas apontam o Irã como um dos países que têm apoiado militarmente a Rússia, especialmente através do envio de drones iranianos Shahed.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, discutiu a escalada com Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, e Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia.
Araghchi expressou a intenção do Irã de responder ao ataque ao navio durante as ligações, mas não deu detalhes sobre possíveis retaliações à Ucrânia.
Após as ameaças de Teerã, Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, declarou que o Irã não "tem legitimidade para se fazer de vítima".
"As ameaças do Irã são injustificadas e infundadas", afirmou o chanceler ucraniano em uma publicação na rede social X. "O regime em Teerã é cúmplice direto da agressão russa contra a Ucrânia, fornecendo armas que mataram ucranianos desde 2022".
Mesmo assim, o posicionamento do Irã foi reafirmado na segunda-feira (27/7) pelo porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baqaei.
"É preciso garantir que uma manobra teatral para atrair atenção e projetar uma influência internacional que não se possui de fato não ficará sem resposta", afirmou Baqaei em coletiva de imprensa.
Além do suposto envio de armas para a guerra no Leste Europeu, Zelensky reforçou acusações sobre a cooperação entre Rússia e Irã no conflito do Oriente Médio.
Segundo Zelensky, forças iranianas estariam recebendo ajuda de satélites russos para identificar alvos e atacar posições norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
Desde o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã, no início de julho, satélites russos estariam sobrevoando regiões alvos das operações iranianas.
"Essas imagens aparecem posteriormente no Irã. Há uma clara correlação entre as imagens de satélite da Rússia e os ataques iranianos — tanto na preparação quanto na avaliação dos danos", declarou Zelensky.






