Major da PMDF é acusado de ameaçar funcionárias de bar em Vicente Pires

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Major da PMDF aponta arma no balcão de bar em Vicente Pires após recusar pagamento (Foto: Instagram)

Na madrugada de segunda-feira (27/7), o major da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Caio Vítor Ferraz Canabarro, teria ameaçado duas funcionárias de um bar em Vicente Pires (DF), dizendo que "iria descabelá-las", após se recusar a pagar a conta. As ameaçadas incluem a esposa do proprietário e uma colaboradora de 18 anos, que estavam tentando finalizar o pagamento quando o oficial teria feito a declaração.

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O incidente aconteceu por volta da meia-noite, e o Metrópoles teve acesso às imagens das câmeras de segurança do local, que mostram o oficial e outro homem se dirigindo ao caixa para tentar resolver a situação. Segundo as vítimas, o problema começou quando o major retirou a pulseira que identificava a comanda. Durante o atendimento, ele teria se comportado de maneira alterada e parecia estar alcoolizado.

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Enquanto a esposa do dono e a funcionária buscavam solucionar o impasse, o major teria feito comentários ofensivos às duas. Segundo o relato da funcionária, ele perguntou se elas eram gêmeas e, em seguida, afirmou que iria "descabelá-las".

A situação piorou quando o policial sacou uma arma e a colocou sobre o balcão, ameaçando resolver o problema "do jeito dele" caso não fosse solucionado. O proprietário, ao perceber a ameaça, saiu de trás do balcão e tentou buscar ajuda do segurança. Nas imagens, o major aparece novamente apontando a arma para o comerciante.

O dono do bar relatou à polícia que o major perguntou para onde ele estava indo e disse: "Eu conheço vagabundo de longe. Com vagabundo eu resolvo de qualquer forma". Com medo, o proprietário se escondeu na câmara fria até que o major pagasse a conta.

PMDF APURA CONDUTA DE POLICIAL
Em comunicado, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que o major foi convocado a comparecer ao Departamento de Controle e Correição (DCC) para prestar esclarecimentos iniciais sobre o ocorrido.

“Ressalta-se que, por se tratar, em tese, de crime de natureza comum, a investigação criminal compete aos órgãos responsáveis pela persecução penal, cabendo à PMDF a adoção das medidas administrativas pertinentes à conduta funcional do policial militar”, afirmou a nota.

A 38ª Delegacia de Polícia está investigando o caso. Até agora, não há informações sobre prisão ou afastamento do oficial. O procedimento investigará as circunstâncias do ocorrido e eventuais responsabilidades.