
Simone Tebet e Marina Silva se abraçam em evento de campanha em São Paulo (Foto: Instagram)
Os três candidatos da direita ao Senado por São Paulo – André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) – pretendem enfatizar em suas campanhas que as concorrentes Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não são naturais de São Paulo. A ideia é argumentar que, por isso, elas não compreendem as necessidades dos paulistas.
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Essa tática busca minar a imagem das duas candidatas, que lideram as pesquisas de intenção de voto até agora. Elas também devem ser o foco dos ataques da direita nos debates para o Senado.
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Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tentou usar o mesmo argumento contra Tebet e Marina, mas a estratégia não funcionou, já que ele mesmo é carioca. Após a declaração do governador, Tebet respondeu em entrevista: “Sou corintiana, não flamenguista”.
Os ataques às candidatas da chapa de Fernando Haddad (PT) não são aleatórios. Tanto em pesquisas internas dos partidos quanto nas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ambas aparecem na frente.
Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada neste mês, Marina Silva liderava as intenções de voto, empatada tecnicamente com Simone Tebet.
As ex-ministras de Lula (PT) eram seguidas por Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) – todos tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Com a margem considerada, Salles poderia aparecer em segundo e Tebet em terceiro.
O Instituto Quaest deve divulgar novos dados para São Paulo nesta quarta-feira (29/7).
Além dos ataques da direita, Simone e Marina enfrentam desafios internos na esquerda, pois a escolha dos suplentes ainda não está bem definida.
A vaga de suplente é bastante disputada, pois as candidatas ao Senado podem retornar ao ministério de Lula, caso ele vença as eleições de outubro.
A indicação do vereador Djalma Nery (PSol) como primeiro suplente de Marina gerou desconforto na coligação de Haddad.
O PDT, principal insatisfeito, chegou a ameaçar lançar um candidato próprio se a situação não for resolvida.
Laio Morais (PT), advogado e ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, foi indicado como suplente de Simone Tebet.






