
Consumidores circulam em galeria de lojas no Distrito Federal, onde o comércio paga, em média, 1,7 salário mínimo. (Foto: Instagram)
O setor comercial do Distrito Federal oferece, em média, 1,7 salário mínimo aos seus funcionários, sendo o valor mais baixo do Centro-Oeste, empatando com Goiás. Estes dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/7) pela Pesquisa Anual de Comércio (PAC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O estudo também indica que, em 2024, o setor comercial empregava 164,6 mil pessoas, com a maioria atuando no comércio varejista (74,6%), seguido pelo atacado (15,0%) e pelo comércio de veículos automotores, peças e motocicletas (10,4%).
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O levantamento do IBGE destaca uma disparidade significativa nos salários dentro do próprio Centro-Oeste. Mato Grosso lidera com ganhos médios de 2,1 salários mínimos, enquanto Mato Grosso do Sul registra 1,8 salários mínimos.
O DF também possui a menor participação na receita bruta de revenda da região, com apenas 14,2%. Mato Grosso está no topo com 38,0%, seguido por Goiás (31,7%) e Mato Grosso do Sul (16,0%).
O comércio do DF faturou R$ 132,2 bilhões em 2024. O varejo e o atacado quase empataram na liderança: as lojas de varejo asseguraram R$ 56,7 bilhões (42,9%) e o atacado R$ 56 bilhões (42,4%). O setor de veículos, peças e motos ficou para trás, somando R$ 19,5 bilhões (14,7%).
Dos 24,9 mil pontos de comércio registrados, quase 8 em cada 10 (77%) pertencem ao setor varejista. O atacado representa 14,1% das lojas, enquanto o setor automotivo fica com 8,9%, evidenciando a dominância do varejo na estrutura comercial local.
A Pesquisa Anual de Comércio (PAC), realizada anualmente pelo IBGE desde 1996, analisa a estrutura e o desempenho das empresas comerciais no Brasil, fornecendo informações cruciais para o planejamento de políticas públicas e decisões do setor privado.
A pesquisa foca em empresas cuja principal receita provém do comércio. Os dados da PAC são baseados no Cadastro Central de Empresas (Cempre), alimentado por pesquisas econômicas do IBGE e registros administrativos.






