
Primeira-dama Janja da Silva, ministros e autoridades durante divulgação dos dados do Centro Integrado Mulher Segura, em Brasília. (Foto: Instagram)
O governo federal apresentou, na quarta-feira (29/7), novos números do Centro Integrado Mulher Segura (CIMS), através do monitoramento da Operação Mulher Segura, que indicam 15.428 prisões em casos de violência doméstica entre 1 e 27 de julho.
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O evento de divulgação dos dados contou com a presença da primeira-dama Janja da Silva e de ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Na primeira fase da força-tarefa, de 19 de fevereiro a 5 de março, foram realizadas 6.328 prisões. O centro, inaugurado em março de 2026, em Brasília, é uma estrutura do governo destinada a unificar dados de segurança, gerar inteligência e coordenar ações de combate à violência de gênero.
O sistema reúne informações sobre violência contra mulheres e visa orientar ações de prevenção e resposta institucional. Janja destacou que o diálogo entre os órgãos teve um impacto significativo.
“Tenho grande expectativa para o futuro desse centro. Sabemos que a segurança pública é a principal porta de entrada para denúncias, mas temos outras como unidades de saúde, centros de referência e escolas. A ideia é agregar dados sobre violência e proteger nossas mulheres”, afirmou.
“Nunca se falou tanto sobre esse tema e o quanto precisamos enfrentar. É importante, especialmente, que os homens falem sobre isso. Este assunto ganhou uma importância que, talvez, antes não tinha”, ressaltou a primeira-dama.
A ação faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado em fevereiro pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para ampliar a prevenção de crimes, a responsabilização dos agressores e a proteção e garantia dos direitos das mulheres.
Na primeira fase, de 19 de fevereiro a 5 de março, houve:
- Prisões — 6.328
- Vítimas atendidas — 38.801
- Medidas protetivas acompanhadas — 30.388
- Policiais empregados — 40.097
- Municípios alcançados — 2.615
- Campanhas de conscientização — 6.785
Na segunda fase, de 1º de junho a 27 de julho, foram:
- Prisões — 15.428
- Vítimas atendidas — 57.580
- Medidas protetivas acompanhadas — 29.112
- Policiais empregados — 58.596
- Municípios alcançados — 4.379
- Campanhas de conscientização — 7.726
Total de 21.756 prisões
Na primeira fase, de 19 de fevereiro a 5 de março:
- Prisões em flagrante — 4.548 (71,9%)
- Prisões com mandado — 1.780 (28,1%)
Na segunda fase, de 1º de junho a 27 de julho:
- Prisões em flagrante — 12.718 (82,4%)
- Mandados de prisão — 2.710 (17,6%)
- 35,4% das vítimas tinham registros anteriores contra o agressor






