
Andy Burnham discursa em frente ao estádio do Manchester United enquanto critica proposta comercial da Fifa (Foto: Instagram)
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, criticou na sexta-feira (31/7) o presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a repercussão de um projeto que visa criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais das principais competições da organização. Para o parlamentar, Infantino é "a pessoa errada" para liderar a Fifa.
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"Foi uma proposta ultrajante. O simples fato de ter sido considerada já demonstra que, na minha opinião, ele é a pessoa errada para liderar a organização", declarou Burnham durante uma visita a Sheffield.
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A declaração ocorre em meio à controvérsia sobre a proposta da Fifa de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), que seria responsável por concentrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínios, venda de ingressos e licenciamento da Copa do Mundo masculina e feminina, além do Mundial de Clubes.
Pelo plano, a Fifa manteria o controle da nova empresa, mas venderia até 20% de participação para investidores privados. A operação avalia a FFE em cerca de US$ 20 bilhões (aproximadamente R$ 117 bilhões) e pode arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões).
Segundo a entidade, os recursos seriam usados para aumentar os repasses às 211 federações filiadas, elevando a distribuição prevista entre 2027 e 2030 de US$ 8 milhões (cerca de R$ 40,6 milhões) para até US$ 20 milhões (em torno de R$ 101,2 milhões) por associação.
A proposta, contudo, enfrenta forte resistência. A Uefa aprovou por unanimidade a possibilidade de boicotar futuras competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto avance. A Concacaf também rejeitou a ideia, enquanto a Confederação Asiática (AFC) manifestou preocupação. Já a Confederação Africana (CAF) decidiu analisar os detalhes antes de tomar uma posição.
A crise se intensificou após a renúncia de Carlos Cordeiro, conselheiro sênior de Infantino e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos. Em comunicado, Cordeiro afirmou que não participou da elaboração da proposta e classificou o projeto como prejudicial ao futuro do futebol.
Em resposta às críticas, a Fifa informou que o plano ainda está em fase de consulta e negou que qualquer decisão tenha sido tomada. A entidade afirmou que o processo será conduzido de forma "aberta e democrática" e permitirá que todas as federações analisem e votem sobre a proposta.






