
Raimondi e Lula durante encontro diplomático em Brasília (Foto: Instagram)
O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, provavelmente retornará a Buenos Aires após a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível das relações com o país vizinho. Esta ação foi tomada em resposta aos ataques de Javier Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Agora, a relação diplomática está reduzida ao nível de encarregado de negócios, o que significa que a embaixada brasileira continuará operando, mas com uma representação menor. Como resultado, o embaixador brasileiro na Argentina, Júlio Bitelli, que foi chamado de volta em resposta às ofensas de Milei, permanecerá no Brasil.
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Fontes do governo brasileiro indicam que o mesmo deve acontecer com Raimondi. Apesar de o governo não ter estabelecido um prazo ou feito qualquer gesto hostil, o retorno à Argentina é considerado “natural”, já que ele não desempenhará mais funções diplomáticas no Brasil.
A ofensiva de Milei contra Lula intensificou-se durante a convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Na ocasião, o presidente argentino criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incitou apoiadores a gritarem “Lula ladrão”.
Como resposta, o governo brasileiro convocou o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos e chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas.
Nesta segunda-feira (3/7), Milei voltou a atacar Lula, chamando-o de “ladrão” e “corrupto” em uma entrevista ao La Nación. O argentino afirmou que o petista “não é inocente” da Lava Jato e que foi liberado por uma “falha processual”. Milei ainda alegou, sem apresentar provas, que o governo brasileiro financiou uma campanha digital contra a Argentina.






