
Idosos em bicicleta ergométrica mantêm massa muscular e autonomia (Foto: Instagram)
Embora o sedentarismo seja mais frequente entre idosos, especialmente após a aposentadoria, ele é um hábito que impacta pessoas de todas as idades e pode trazer sérios prejuízos ao corpo. Entre os efeitos negativos estão a perda de massa muscular, força física, equilíbrio, mobilidade e até mesmo autonomia.
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O sedentarismo atinge mais os idosos devido às mudanças drásticas na rotina após a aposentadoria. Eles deixam de realizar deslocamentos diários para o trabalho e de realizar atividades que envolvem movimentos cotidianos simples. Isso faz com que o exercício físico seja ainda mais crucial para aqueles com mais de 60 anos.
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“Essa é uma recomendação importante para todos os adultos, pois o treino de força ajuda na preservação da massa muscular, saúde óssea e capacidade funcional em todas as fases da vida”, destaca Leandro Twin, profissional de Educação Física da BlueFit.
Passar longas horas sentado ou deitado, sem se levantar, fazer caminhadas curtas e reduzir estímulos físicos são hábitos que favorecem a sarcopenia, ou seja, a perda de massa muscular. Como resultado, o corpo enfraquece e perde habilidades como equilíbrio e mobilidade.
Essas consequências físicas também afetam emocionalmente, reduzindo a autonomia e independência funcional, o que pode levar a depressão e outros problemas de saúde mental. Os idosos são os mais impactados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas acima de 65 anos pratiquem atividades físicas ao menos duas vezes por semana para preservar a mobilidade e autonomia.
Um estudo da Universidade de Tohoku, no Japão, indica que entre 30 e 60 minutos de exercícios de fortalecimento muscular por semana são suficientes. Segundo a pesquisa, o risco de morte prematura entre pessoas ativas é de 10% a 17% menor comparado aos sedentários.
Exercícios que utilizam o peso do corpo, como musculação e esportes, são recomendados, além de atividades como Tai chi e ioga para fortalecer ossos e músculos. Manter-se ativo também melhora resultados da menopausa, períodos pós-operatórios e pode prevenir fraturas ósseas, além de aumentar a energia e melhorar o humor e sono.
Especialistas afirmam que pessoas que se exercitam ao menos meia hora semanalmente têm menor risco de morte, doenças cardíacas e câncer. Uma hora semanal de atividades de fortalecimento muscular também está ligada à redução do risco de diabetes.
A massa muscular e óssea atinge seu pico antes dos 30 anos. Após essa idade, inicia-se um declínio natural, mas quem começa a se exercitar na juventude terá aumento da força óssea e muscular ao longo da vida.
Pessoas que se exercitam após os 30 anos conseguem reduzir a queda natural do corpo, preservar a força óssea e muscular e viver melhor.
“Muita gente associa musculação apenas ao ganho de força, mas, para os mais velhos, é essencial para manter a autonomia e funcionalidade do corpo. Estamos falando da capacidade de subir escadas, levantar da cama sozinho, carregar compras e manter o equilíbrio,” acrescenta Leandro.
Dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que acompanha cerca de 15 mil brasileiros há 15 anos, mostram que adultos fisicamente ativos têm risco de mortalidade até 25% menor ao envelhecerem comparados aos sedentários.
Isso demonstra que manter o corpo ativo vai além do desempenho físico, tendo uma relação direta com saúde, independência e longevidade.







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