Testes de ISTs são essenciais mesmo em relações monogâmicas, diz especialista

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Casal de mãos dadas à beira-mar: cuidado e conexão (Foto: Instagram)

Relacionamentos monogâmicos sempre foram vistos como os mais tradicionais, mas nos últimos anos, outras formas de relacionamento têm se tornado mais comuns. Independentemente do tipo de relação, é crucial que todos os parceiros priorizem a saúde sexual.

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Mesmo em um relacionamento tido como fechado e estável, é fundamental utilizar métodos de sexo seguro e realizar exames regulares para detectar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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A infectologista Sheila Paiva, do Hospital Mater Dei Goiânia, destaca a importância desses cuidados, especialmente em relacionamentos recentes. “Estar em uma relação monogâmica não elimina o risco de ISTs, já que algumas infecções podem permanecer no corpo sem sintomas”, explica.

Realizar testes para infecções sexuais não implica desconfiança ou suspeita de traição; é, na verdade, uma medida de cuidado com a saúde pessoal e do casal, pois algumas doenças podem ter sido contraídas antes do início do relacionamento.

O infectologista José Cerbino Neto, do IDOR e da Fiocruz, alerta que vírus como HPV, HIV e herpes podem ficar inativos por meses ou anos. “Se a pessoa não foi testada ou não apresenta sintomas no início do relacionamento, essas infecções podem surgir mais tarde”, afirma.

Sheila enfatiza a importância de realizar testes para ISTs antes de começar uma nova relação. “Exames para HIV, sífilis, hepatites B e C, gonorreia e clamídia são recomendados. O uso de preservativos e a vacinação contra o HPV são estratégias chave para prevenir essas doenças”, ensina.

Ela também destaca a importância da comunicação aberta. Se surgirem sintomas como feridas ou corrimentos, é essencial que ambos os parceiros façam exames.

Pontos importantes para a saúde sexual incluem comunicação aberta, uso de preservativos, vacinação atualizada e testes regulares. Em caso de diagnóstico de uma IST, ambos os parceiros devem ser tratados para evitar reinfecção.

Existem mitos sobre a transmissão de ISTs por meios não sexuais, mas a maioria é infundada. Neto esclarece que o uso de banheiros, compartilhar utensílios ou cumprimentos não transmitem ISTs. No entanto, compartilhar agulhas é um risco.

Transmissões também ocorrem pelo contato direto com lesões ou secreções e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação. Manter a vacinação em dia e realizar testes são atitudes essenciais para qualquer tipo de relacionamento.