
Goleiro Bruno processa Band por declarações de Cátia Fonseca (Foto: Instagram)
Condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em 2010, o goleiro Bruno Fernandes está movendo uma ação judicial contra a Band, exigindo R$ 4 milhões como compensação por danos morais e violação de direito de imagem. No processo, ele alega ter sido alvo de diversas reportagens da emissora e menciona uma declaração de Catia Fonseca, que na época era apresentadora do programa Melhor da Tarde.
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A declaração foi feita em 11 de agosto de 2022, quando Catia comentou sobre a relação de Bruno com seu filho, fruto do relacionamento com a vítima, Bruno Samudio. Quatro anos depois, essa fala foi incluída no processo que o ex-jogador move contra a emissora.
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No vídeo, Catia afirma: “Eu fico indignada com a cara de pau dessa criatura. Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança, que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus, porque, coitado do menino, não merece ter uma relação com uma criatura ruim dessa. Mas na hora que vão prender, quer fazer acordo.”
O processo, que está em tramitação na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, alega que as reportagens e declarações transmitidas pela Band prejudicaram a imagem de Bruno e dificultaram suas chances de conseguir novos empregos. Além da emissora, Catia Fonseca também é citada como ré na ação.
Bruno também mencionou outras reportagens e vídeos relacionados à morte de Eliza e à sua relação com o filho. Ele tentou impedir que a Band continuasse a publicar novas reportagens sobre o caso e que fizesse menções a ele no programa Melhor da Tarde. No entanto, a Justiça negou o pedido.
A juíza Juliana Gonçalves Figueira afirmou que a liberdade de expressão deve ser a norma e só pode ser limitada em casos de conteúdo evidentemente falso ou criminoso. Segundo ela, apesar do “tom pejorativo” de uma das matérias, não havia risco que justificasse a remoção do conteúdo.
A decisão ressaltou ainda que Bruno é uma figura pública e que o processo criminal envolvendo a morte de Eliza teve ampla cobertura na mídia.






