
Martelo de juiz simboliza condenação por falsificação (Foto: Instagram)
A Justiça Militar da União condenou uma médica a um ano de reclusão pelo uso de documento falso, conforme decisão do juiz Vitor de Luca. A profissional utilizou um laudo ginecológico fraudado para ingressar como oficial médica temporária na Força Aérea Brasileira (FAB).
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O Metrópoles teve acesso à decisão que revela que Teresa Salamone participou de um processo seletivo para o Hospital da Força Aérea de São Paulo (HFASP). Em agosto de 2024, durante as etapas de saúde, ela deveria entregar o exame Papanicolau.
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Teresa realizou o exame que indicou "Classe III", uma condição que a tornava inapta para o serviço militar segundo as normas da Força Aérea. No entanto, apresentou um documento falso com resultado "Classe II", que é considerado normal.
Com o resultado alterado, Teresa estava apta para assumir o cargo. Porém, uma perícia do Instituto de Criminalística descobriu que o laudo fraudado era uma cópia de um exame antigo de 2020, com a data alterada para 30/08/2024.
A fraude foi descoberta após uma denúncia anônima à ouvidoria da Aeronáutica, em fevereiro de 2025. O hospital militar contatou o laboratório, que confirmou a divergência de informações e alterações nas datas dos documentos apresentados à junta médica.
Em seu depoimento, Teresa negou ter adulterado o exame. Ela foi condenada a um ano de reclusão em regime inicial aberto.






