
Fabiana Bolsonaro com o rosto pintado de marrom durante sessão na Alesp (Foto: Instagram)
A Bancada Feminista do PSol entrou com um pedido junto à Justiça Eleitoral para impugnar a candidatura da deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP). A ação argumenta que a deputada cometeu falsidade ideológica eleitoral ao alterar suas declarações de cor/raça nas eleições passadas.
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Em 2020, Fabiana Bolsonaro se declarou branca ao TSE, enquanto em 2022 ela se autodeclarou parda. Neste ano, voltou a se identificar como branca. A bancada destaca que a autodeclaração de 2022 resultou em um recebimento de R$ 1.593,33 do Fundo Especial de Financiamento Eleitoral destinado a candidatos negros.
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O Metrópoles procurou Fabiana Bolsonaro para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação deste artigo. O espaço permanece aberto para manifestações.
Em março, a Bancada Feminista do PSol já havia denunciado Fabiana à Polícia Civil, ao Ministério Público Federal e à Justiça Eleitoral, após ela realizar blackface durante um discurso na Alesp. Na sessão de 18 de março, Fabiana pintou o rosto e parte do corpo de marrom, justificando como uma crítica à deputada Erika Hilton, então eleita presidente da Comissão de Direitos da Mulher.
Na ocasião, Fabiana declarou que a eleição de Erika Hilton a entristecia por "tirar o espaço de fala de uma mulher". A defesa de Fabiana negou que ela tenha realizado blackface, afirmando que se tratava de "uma mentira deliberada para calar um debate legítimo".
A nota de defesa de Fabiana dizia: "Não sou negra, e por isso não tenho lugar de fala em favor dos negros, mas aproveitei para deixar claro o meu respeito e afirmar que não sofro com esse odiável preconceito, porque não sou negra. Em nenhum momento debochei, fiz piada ou desrespeitei a luta histórica do povo negro."
"Respeito quem é negro, quem é trans, quem é o que quiser ser. Que cada um assuma, com dignidade, seu lugar na sociedade, com liberdade e respeito, cada qual defendendo os seus próprios direitos", concluiu a nota.






