Disputa pelo Senado ganha destaque nas eleições de 2026

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Plenário do Senado Federal em Brasília (Foto: Instagram)

A disputa pelo Senado tornou-se central nas eleições deste ano, onde os eleitores deverão escolher dois candidatos para o cargo. Fatores como a renovação da Casa Legislativa, o controle das agendas e a tentativa de influenciar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) explicam a atenção dos partidos.

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Este ano, o Senado pode passar por uma grande renovação. Diferente de outros cargos, o mandato dos senadores é de oito anos. Em 2026, dois terços dos senadores terão seus mandatos encerrados; das 81 cadeiras, 54 estarão em disputa.

"Todos querem ter maioria no Senado, mas alguns estão muito ativos tentando garantir para si, ou para o bloco ao qual pertencem, dois terços dos votos no Senado, visando ter mais poder em relação ao Executivo e, principalmente, ao Judiciário", explica o sociólogo Brasílio Sallum Júnior.

Dependendo dos eleitos, a Casa pode pender mais à esquerda ou à direita, impactando diretamente a governabilidade do presidente, como afirma a cientista política Maria do Socorro Braga. "Com a maioria absoluta das cadeiras, ou seja, 41 senadores, a oposição controlará a mesa diretora, as comissões e o fluxo de votações estratégicas."

Além disso, a renovação no Senado pode permitir que, pela primeira vez, pedidos de afastamento de ministros do STF sejam votados. Para que um processo de afastamento avance, é necessário que dois terços dos parlamentares aprovem a remoção de um ministro.