Peggy Gou transforma bolsas icônicas em sua marca registrada de estilo

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Peggy Gou destaca sua bolsa ‘‘Lobster Telephone’’ em look urbano (Foto: Instagram)

A DJ sul-coreana Peggy Gou já é reconhecida tanto por sua música quanto por seu estilo singular, que combina peças sensuais e urbanas. Os acessórios ganham destaque em suas produções, especialmente as bolsas, que muitas vezes assumem o papel principal nos visuais. Ela possui uma coleção de modelos notáveis, que se afastam do convencional e das escolhas mais comuns entre consumidoras de grifes.

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Nascida Kim Min-ji, em Incheon, na Coreia do Sul, Peggy mudou-se para Londres aos 14 anos e chegou a estudar moda no London College of Fashion, onde também atuou como correspondente da Harper’s Bazaar Coreia antes de se dedicar totalmente à música. Essa experiência ajuda a entender por que seu guarda-roupa nunca foi secundário em sua carreira musical. Morando em Berlim desde meados dos anos 2010, construiu sua reputação como DJ em clubes, mesclando vocais em coreano com house music.

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Embora Peggy recorra a grifes tradicionais como Chanel, Hermès e Prada, ela subverte o estilo clássico ao escolher modelos fora do comum. Tamanhos variados, formatos inusitados, materiais pouco convencionais e estampas marcantes transformam as bolsas em peças principais. Em suas produções, a bolsa raramente é um simples acessório: é o elemento de estilo que adiciona personalidade e um toque de irreverência ao visual.

Ao usar Hermès, por exemplo, em vez de tons neutros, a DJ opta por cores vibrantes, como uma Birkin maxi verde-limão e uma versão menor em tom cerúleo. Entre suas peças da Chanel, há uma Kelly azul-bebê e uma mini 2.55 neon em tecido. Existem também edições limitadas da linha Cargo, da Hermès, uma escolha mais funcional, perfeita para um visual esportivo e que se alinha ao seu estilo.

A Prada também faz parte da lógica da artista de fugir do convencional, com uma Re-Edition 1978 em Saffiano camel e nylon. Fora das grifes clássicas, Peggy também investe em modelos menos óbvios: a Teckel, da Alaïa, foi escolhida em diversos tons, dos neutros aos mais ousados.

Além de selecionar modelos que já são exclusivos, a DJ adiciona ainda mais personalidade às bolsas com charms e compartilha suas produções divertidas nas redes sociais. Um exemplo são os chaveiros de lagosta, em referência à sua música Lobster Telephone. Colaborações também estão em seu radar: uma Loewe azul da linha inspirada na animação O Castelo Animado, do estúdio Ghibli, e peças da parceria entre Louis Vuitton e Takashi Murakami já passaram por seu acervo.

Peggy frequentemente aposta na combinação de cores e texturas, além do contraste entre peças de luxo e streetwear. Suas produções refletem o trânsito constante entre dois mundos: o das festas e o das viagens intermináveis que a rotina de DJ internacional exige.

Essa dualidade se conecta diretamente com a sonoridade que Peggy produz: house e techno, gêneros hipnóticos e repetitivos, mas, ao mesmo tempo, cheios de nuances, que também moldam a lógica de seus looks: peças de base simples e funcionais, mas com detalhes de assinatura que rompem o padrão.