GDF, União e FGC se reúnem com Fux sobre empréstimo ao BRB

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Fachada do Banco de Brasília (BRB) em Brasília (Foto: Instagram)

A audiência sobre o empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para apoiar o Banco de Brasília (BRB) está marcada para a tarde desta quinta-feira (13/8) no Supremo Tribunal Federal (STF).

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O encontro, sob a relatoria do ministro Luiz Fux, ocorrerá no plenário da Segunda Turma, após um pedido da Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF). No documento, a PGDF alegou "inércia" do FGC e da União na viabilização da operação de R$ 6,6 bilhões.

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O governo local expressou descontentamento com a demora na liberação do crédito, argumentando no Supremo que os órgãos federais não estavam colaborando nas negociações.

BALANÇO
Nos últimos dias, surgiu um novo elemento no encontro. Conforme relatado pelo Metrópoles na coluna Grande Angular, o FGC solicitou o balanço do BRB de 2025 e do primeiro semestre de 2026 para analisar o pedido de empréstimo.

São esperados no encontro representantes do Palácio do Buriti e do BRB, além de membros da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério Público Federal (MPF) e do Banco Central.

Também devem participar o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o presidente do FGC, Daniel Lima; e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, que representa o consórcio de bancos. A presença deles foi determinada por Fux.

Em entrevista à coluna Grande Angular do Metrópoles, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, manifestou esperança na audiência desta quinta-feira (13/8). O BRB enfrenta uma crise sem precedentes após a compra de carteiras de crédito problemáticas do Banco Master e aguarda o empréstimo para capitalização.

ACORDO AINDA EM NEGOCIAÇÃO
O consenso para ampliar a capacidade de endividamento do GDF foi alcançado após duas reuniões no gabinete de Fux, em Brasília, em maio deste ano.

Ficou decidido que não haverá repasse da União na operação de crédito para socorrer o BRB, mas o GDF poderá obter cerca de R$ 6,6 bilhões do FGC. Em troca, o valor será pago ao longo de 15 anos.

O acordo feito no STF prevê que os valores recuperados de atos ilícitos envolvendo o Banco Master sejam prioritariamente destinados ao pagamento do empréstimo junto ao FGC.

O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões contará com a fiança do sindicato de bancos e contragarantias prestadas pelo GDF por meio de cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).