
PSOL pede impugnação de Eduardo Cunha por uso de emendas em pré-campanha (Foto: Instagram)
O PSol apresentou à Justiça Eleitoral, no dia 12 de agosto, um pedido para tornar Eduardo Cunha (Republicanos) inelegível e cancelar sua candidatura a deputado federal por Minas Gerais.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
A ação menciona investigações da Polícia Federal que apontam 29 repasses totalizando R$ 6,15 milhões a cidades mineiras, alegando que os recursos teriam sido usados para impulsionar a pré-campanha de Cunha no estado.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
O PSol também solicita investigação sobre a expansão da rede Maravilha FM, além de despesas com deslocamentos de helicóptero e patrocínios esportivos durante a pré-campanha.
Os autores da ação afirmam que Eduardo Cunha teria cometido abuso de poder econômico e político, além de uso indevido de meios de comunicação, ao direcionar emendas parlamentares para fortalecer sua pré-campanha.
A ação é baseada em elementos reunidos pela Polícia Federal e uma decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que indicam que Cunha, mesmo sem mandato desde 2016, teria direcionado emendas para cidades mineiras "especialmente em prol de sua campanha a deputado federal".
Entre as provas apresentadas estão mensagens atribuídas a Cunha durante negociações sobre emendas. Em uma delas, ele menciona: "Cidade pequena é uma guerra". Em outra, ao falar sobre a troca de municípios beneficiados, diz: "Boa tarde, desculpa, mas eu não aguento mais esses mineiros enrolados. Troca a de Governador Valadares por essa".
A Polícia Federal identificou 29 repasses a municípios mineiros, somando R$ 6,15 milhões. A ação menciona que "é evidente a tentativa de cooptar apoio político local para a eleição que se aproxima", destacando o envio de recursos para cidades mineiras.
O PSol também solicita que a Justiça Eleitoral investigue a expansão da rede Maravilha FM, ligada a Eduardo Cunha, que é apontado como idealizador e gestor da emissora. O ex-deputado apresenta semanalmente o programa gospel Mesa Redonda Maravilha.
A petição também pede investigação sobre despesas de pré-campanha, como deslocamentos de helicóptero e patrocínios esportivos. Os autores afirmam que a investigação deve verificar se essas estruturas foram utilizadas para beneficiar a candidatura.
Procurado pela coluna, Cunha declarou que "não há qualquer preocupação com as impugnações efetuadas. Não têm qualquer base jurídica e serão facilmente contestadas. Isso é fruto de ativismo político e já era esperado por nós, visto que, por óbvio, meus adversários, que não são poucos, têm medo do meu retorno, que será inevitável, mesmo contra a vontade deles".






