
Arma e dinheiro apreendidos na Operação X-Men (Foto: Instagram)
Pelo menos 10 indivíduos, incluindo uma estagiária de direito, foram detidos na segunda-feira (17/8) pela Polícia Civil por envolvimento em uma série de assassinatos que ocorreram desde 2021 em Taubaté, interior de São Paulo. A investigação revelou que o grupo criminoso utilizava nomes de personagens da franquia X-Men para tentar driblar a polícia.
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Denominada operação X-Men, a ação realizada na segunda-feira cumpriu 10 mandados de prisão preventiva. Sete suspeitos ligados ao grupo ainda são considerados foragidos. A quadrilha tem conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Entre os detidos está uma estagiária de direito, Camila Carvalho Bonafé Alves Corrêa, conhecida como "Jean Grey" dentro do grupo. A polícia descobriu que ela coletava cartas de presídios para retransmitir ordens dos líderes aos membros nas ruas.
Além de "Jean Grey", um dos principais alvos é um homem apontado como o responsável por planejar os assassinatos. Sua identidade não foi divulgada. A polícia afirma que ele produzia veículos clonados, pesquisava alvos em redes sociais usando um perfil falso e criava um "Dossiê do crime" para os executores eliminarem rivais.
Segundo a polícia, a investigação sobre os "X-Men do PCC" começou em 2021, quando uma onda de ataques dobrou o número de homicídios em Taubaté. Na época, facções rivais disputavam o controle do tráfico de armas e drogas na cidade e em outras áreas do Vale do Paraíba.
Naquele período, o líder do grupo e seu braço direito foram presos, o que reduziu a violência. No entanto, a polícia descobriu que outros membros adotaram novos nomes, inspirados nos personagens X-Men, para evitar a detecção.
Para as autoridades, a nova fase da operação desarticulou completamente a quadrilha.







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