Cury propõe taxar big techs e manter ministro de Lula se eleito

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Augusto Cury em entrevista defende taxação de plataformas e reforma no STF (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, expressou-se contra a regulação das redes sociais, mas defendeu a taxação das grandes empresas de tecnologia e dos sites de apostas online. Durante uma entrevista na sexta-feira (28/8), Cury também mencionou o desejo de manter José Múcio, atual ministro da Defesa, em um possível governo.

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“Não sou a favor de controlar as redes sociais, é um ambiente de liberdade. Devemos taxar [as plataformas] em níveis semelhantes aos do cigarro. Se gera dependência, vamos aplicar uma taxação altíssima. Vamos taxar as redes sociais, não os influenciadores. O lucro que vai para eles, do TikTok, que vai para a Meta, tem que ser taxado. Assim como as apostas, que também geram alta dependência”, afirmou.

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O presidenciável defendeu o papel dos influenciadores e afirmou que, se eleito, pretende utilizá-los em embaixadas que considera estratégicas. O objetivo, segundo ele, seria promover a imagem do Brasil nesses países. Médico de formação, Cury também declarou que as redes sociais causam "dependência psicológica altíssima" e prejudicam crianças e adolescentes. Ele sugeriu que os pais estabeleçam um "detox" das redes sociais, evitando que os filhos usem as plataformas nos finais de semana.

MINISTRO DE LULA NO GOVERNO
Augusto Cury, ao discutir seus planos para um eventual governo, disse que pretende reduzir a Esplanada dos Ministérios para apenas nove pastas, diminuindo para menos da metade a estrutura atual do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O presidenciável não entrou em detalhes, mas mencionou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e o atual ministro da Defesa, José Múcio, como figuras que admira e que poderiam fazer parte de seu governo. Cury tem sido um crítico frequente da gestão de Lula e já expressou maior afinidade com políticos da oposição ao PT.

REFORMA NO STF
O candidato do Avante também reiterou a necessidade de uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF) e propôs revisar o julgamento que condenou os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Ao mencionar o julgamento que condenou dezenas de pessoas por tentativa de golpe de Estado, Cury afirmou que pretende formar uma comissão com juristas, brasileiros e estrangeiros, para reavaliar o caso.

“Vou convidar um grupo de juristas notáveis do Brasil e de fora para ver se houve vício nos processos, se houve ou não tentativa de golpe e se as penas foram desproporcionais […] Na minha opinião, houve várias condenações desproporcionais, inclusive a da ‘Débora do Batom'”, declarou nesta sexta-feira.

Ao tratar do Supremo, Cury voltou a defender uma reforma na Corte. Segundo ele, seu governo planeja reduzir o número de magistrados para nove e limitar os mandatos a oito anos. O presidenciável também disse que, se eleito, as duas próximas vagas serão reservadas para mulheres.

A proposta já havia sido defendida por Cury em entrevista ao Metrópoles no início deste mês. “Primeiro, fim da vitaliciedade. Oito anos e ele vai embora, para nunca mais voltar. Segundo, dois terços têm que ser magistrados de carreira. E não pode, nos últimos cinco anos, ter exercido nenhum cargo político ou sido filiado a um partido”, afirmou ao Metrópoles na ocasião.

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