
Braulio Lara inspeciona bandeiras de campanha retiradas no canteiro de obras do Viaduto Saramenha (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) declarou que a retirada de bandeiras de campanha próximas a uma obra na Avenida Saramenha, na Região Norte da cidade, ocorreu porque elas estavam atrapalhando a execução dos serviços. O vereador e candidato a deputado federal Braulio Lara (Novo) recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) devido ao ocorrido.
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Conforme a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, as bandeiras estavam em uma área destinada ao nivelamento do solo para o plantio de grama, parte do paisagismo do Viaduto Saramenha.
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"As bandeiras estavam interferindo na execução do serviço. As outras permaneceram no local", informou a secretaria.
A prefeitura ressaltou que, caso materiais de campanha voltem a interferir nas obras, eles serão realocados, não simplesmente removidos da área.
A situação se deu após Lara acusar agentes da PBH de retirarem oito bandeiras na Avenida Saramenha, no cruzamento com a Avenida Cristiano Machado, no bairro Floramar.
De acordo com uma representação protocolada na quinta-feira (27/8), eram quatro bandeiras da campanha de Lara e quatro da candidata a deputada federal Elizete Loide Gonçalves Tavares (MDB). A equipe de campanha detectou o desaparecimento dos materiais no final da tarde de quarta-feira (26/8).
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi chamada e, segundo a petição do candidato, as bandeiras foram encontradas dentro do canteiro de obras do Viaduto Saramenha.
Lara afirma que o material estava instalado de forma regular e que não houve ordem da Justiça Eleitoral para a remoção. O candidato registrou um boletim de ocorrência e acionou o TRE-MG.
Na representação, a defesa de Lara solicita que a Justiça Eleitoral investigue possível prática de conduta vedada a agente público. No processo, são mencionados o prefeito Álvaro Damião (União Brasil), o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, Leonardo José Gomes Neto, e um segurança do canteiro.
Entre as medidas solicitadas estão a preservação de imagens de câmeras de segurança, registros de portaria e escalas de funcionários, além de informações sobre eventuais ordens para a retirada das bandeiras.
A defesa também pediu busca e apreensão no canteiro de obras e na sede da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, além da oitiva de testemunhas.
O processo foi protocolado na quinta-feira. As acusações ainda serão avaliadas pela Justiça Eleitoral.







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