
Vivian Mendes denuncia ação truculenta da GCM em protesto por moradia em Diadema (Foto: Instagram)
A candidata ao governo de São Paulo pelo partido Unidade Popular (UP), Vivian Mendes, alega ter sido agredida pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema durante uma manifestação por moradia popular no paço municipal. A prefeitura, por sua vez, afirma que houve depredação do prédio por parte de manifestantes ligados à UP, mas não apresentou provas.
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Após ser questionada, a prefeitura enviou seis vídeos que mostram os guardas tentando retirar os manifestantes do paço de maneira truculenta, enquanto os manifestantes reclamam dessa abordagem. Nenhum dos vídeos mostra atos de vandalismo.
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A confusão começou após moradores da ocupação Palestina Livre e militantes da UP protestarem contra uma ordem de desocupação de um hospital onde vivem há aproximadamente um ano. Eles argumentam que o paço é um espaço público, sem restrições de acesso, onde qualquer cidadão pode entrar.
De acordo com a prefeitura de Diadema, o grupo teria "invadido" uma área restrita do prédio, que é mantida fechada por uma porta de vidro, dirigindo-se ao gabinete do prefeito Taka Yamachi (MDB), que estava fora do estado. A UP, no entanto, afirma que a GCM interrompeu uma tentativa de negociação com o uso de gás de pimenta, transformando o local em uma "câmara de gás".
Os manifestantes sustentam que permaneceram no hall de entrada, dialogando sobre a formação de uma mesa de negociação. Durante essa conversa, a GCM teria entrado agredindo com cassetetes e spray de pimenta, resultando em vidros quebrados pela própria guarda, segundo o partido.
A prefeitura afirma que o grupo entrou na área restrita "de forma dissimulada", após um dos integrantes pedir para usar o banheiro interno, permitindo a entrada dos demais. No local, eles teriam causado tumulto e vandalizado a estrutura, quebrando vidros. A GCM teria agido para conter a invasão e proteger os servidores.
Um guarda municipal relatou à polícia que foi empurrado por um manifestante, colidindo com uma divisória de vidro que se quebrou. A imagem desse vidro tem sido usada por aliados de Yamachi como prova de vandalismo dos manifestantes.
Os manifestantes foram retirados do paço pela GCM, e vídeos mostram a guarda agredindo membros do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) e usando spray de pimenta. Vivian Mendes, que acompanhava a manifestação, afirma ter sido agredida também. "A GCM chegou jogando gás de pimenta em nós, que estávamos do lado de fora. Quando pedíamos calma, eles nos agrediram", disse.
Vivian relata que os manifestantes foram retirados com socos e empurrões, sem tentativa de diálogo. Ela acusa a GCM de agir com violência desproporcional e de tentar criminalizar o movimento.
Dois manifestantes foram presos: um do MLB e um militante da UP. Eles foram indiciados por lesão corporal, resistência e violação do patrimônio público, com base nos relatos dos guardas, que alegaram que um dos manifestantes tentou tomar um spray de pimenta e outro empurrou um guarda contra um vidro.
O boletim de ocorrência menciona que os vídeos mostram os acusados de forma pacífica, mas não desconsidera os relatos dos guardas. Os dois foram presos em flagrante, mas liberados após audiência de custódia.
A polícia civil identificou um único caso de violência nos vídeos: um guarda agredindo um dos acusados. A GCM informou que o agressor mora em outra cidade e foi dispensado, mas ele será ouvido posteriormente como investigado.







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