Água Mineral: Burocracia impede reformas e piscinas ficam 6 meses fechadas

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Piscinas Areal e Pedreira seguem interditadas no Parque Nacional de Brasília (Foto: Instagram)

Seis meses após a interdição das piscinas da Água Mineral devido a problemas estruturais, as reformas ainda não começaram. As piscinas Areal e Pedreira permanecem fechadas, sem previsão de reabertura, já que os serviços de reforma não foram iniciados.

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração do local, informou ao Metrópoles que “o processo administrativo licitatório para as obras está em andamento”.

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Em junho, o ICMBio comunicou que o projeto de reforma da piscina Pedreira foi finalizado, mas ainda necessita de análise para avaliação dos custos. Em relação à piscina Areal, não há informações sobre o estado do projeto de reforma.

Em nova nota, o instituto não trouxe atualizações sobre as atrações e afirmou que “todas as etapas do processo estão sendo conduzidas de forma criteriosa”. Portanto, ainda não é possível determinar o andamento real das fases em que as piscinas se encontram.

Os projetos de reforma podem estar em análise, validação ou até mesmo com empresas interessadas na contratação. A falta de transparência impede a previsão do início das reformas.

“Para garantir a execução efetiva e a sustentabilidade dos resultados a longo prazo, foram necessários estudos técnicos detalhados e consistentes, com segurança jurídica adequada, para viabilizar um processo licitatório transparente e eficiente, em conformidade com a legislação vigente. Essa etapa é essencial para o sucesso da iniciativa”, declarou o instituto.

O ICMBio destacou que intervenções temporárias e paliativas não resolveram os problemas estruturais existentes.

“Nesse contexto, o Instituto reafirma seu compromisso com a implementação de intervenções estruturantes, voltadas à segurança dos visitantes, à qualidade dos serviços oferecidos e à preservação do patrimônio público”, afirmou.

No entanto, o prazo para a reabertura das piscinas ainda não tem sequer uma previsão mínima.

Excluindo o período da pandemia de Covid-19, quando o acesso ao local foi restrito, esta é a interdição mais longa por um motivo relacionado ao uso das piscinas. Em março, após um mês de interdição, o ICMBio informou que uma licitação seria aberta no final daquele mês para o início das obras.

O próximo passo será uma avaliação técnica detalhada, com levantamento de todas as intervenções necessárias para posterior lançamento de licitação exclusiva para obras estruturais nas piscinas. Os prazos de início e término dos reparos só serão estimados após a conclusão da licitação.

As chuvas intensas recentes no Distrito Federal comprometeram a estrutura de pedra das piscinas Areal e Pedreira, no Parque Nacional de Brasília.

As piscinas foram interditadas em 20 de fevereiro, inicialmente para avaliação dos danos causados pelas fortes chuvas no Distrito Federal. Desde então, a previsão para o início dos reparos foi sendo adiada.

Em março, o ICMBio informou que a licitação seria aberta no final daquele mês e que a reforma começaria ainda no primeiro semestre. No entanto, essa previsão não se concretizou.

Em abril, quando as piscinas completaram dois meses fechadas, a licitação ainda não havia sido aberta e o instituto não apresentava estimativa mínima para a reabertura. Em junho, quatro meses após a interdição, o ICMBio informou que o projeto de reforma da piscina Pedreira estava concluído, mas ainda passaria por análise.

Em 20 de fevereiro, o ICMBio fechou preventivamente as piscinas da Água Mineral como medida de segurança para “vistoria e análise de condições de uso” realizadas por uma equipe de engenharia. Seis dias depois, o instituto manteve a interdição após a conclusão do laudo.

Na análise, foi identificado que parte da construção do sistema de escoamento cedeu e buracos surgiram no deck. Segundo o instituto, há risco iminente de ruptura na piscina Pedreira. O ICMBio decidiu que, por questões de segurança, as piscinas permanecerão fechadas até o final das obras, sem prazo para conclusão.

Devido ao fechamento das piscinas, a frequência de visitantes no parque diminuiu drasticamente. Em janeiro, foram registrados 23,4 mil visitantes. Em fevereiro, com o fechamento, o número caiu para 11,7 mil visitantes. Em março, após a interdição, apenas 1,4 mil pessoas visitaram o parque.

Por isso, o ICMBio reduziu os valores dos ingressos em 50% para que os visitantes possam continuar a caminhar pelas trilhas e apreciar os outros atrativos do parque.

Os novos valores são: R$ 20 para o ingresso inteiro e R$ 10 para a meia-entrada (válido para moradores do DF e Entorno).

Todos os demais atrativos continuam funcionando normalmente, das 6h às 16h.

Confira as principais atrações disponíveis:

  • A Trilha da Capivara, incluindo o Banho de Floresta;
  • A Ilha da Meditação;
  • As Trilhas do sistema Cristal Água e o Arco Brasília, travessia que conecta o Parque Nacional de Brasília;
  • A Floresta Nacional de Brasília (Flona Brasília).

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