
Antidepressivos e os impactos na vida sexual (Foto: Instagram)
Não é raro encontrar indivíduos que relatam uma diminuição na libido e dificuldades para atingir o orgasmo após começarem a tomar antidepressivos. Algumas classes utilizadas na prática clínica, especialmente aquelas que afetam a serotonina (ISRS), podem interferir diretamente nos circuitos cerebrais relacionados ao desejo e excitação.
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É importante destacar, contudo, que o impacto desses medicamentos pode variar de caso para caso.
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SINTOMAS
Caíque Sousa, professor de psicologia, ressalta que os antidepressivos ISRS são os mais propensos a afetar a vida sexual, devido à sua ação intensa na via serotoninérgica.
“Os efeitos colaterais mais comuns incluem diminuição do desejo (libido), dificuldade de excitação, atraso ejaculatório, dificuldade para atingir o orgasmo e, em alguns casos, anorgasmia (incapacidade de alcançar o clímax)”, explica.
Além desses sintomas, o especialista menciona que, nos homens, pode ocorrer disfunção erétil e, nas mulheres, é comum observar a redução da lubrificação vaginal e diminuição da sensibilidade.
ALERTAS E DÚVIDAS IMPORTANTES
De acordo com Sousa, ao perceber essas alterações, a principal recomendação é nunca interromper ou alterar a medicação por conta própria. O ideal é discutir abertamente com o médico responsável pelo tratamento.
“Os antidepressivos são essenciais para preservar a saúde mental, e existem várias estratégias clínicas seguras e eficazes para lidar com esse efeito colateral. O profissional pode ajustar a dosagem, trocar a substância por um antidepressivo com menor risco de disfunção sexual ou, dependendo da situação de cada paciente, associar uma segunda medicação para contornar o problema de forma individualizada”, alerta o coordenador do curso de psicologia do Centro Universitário Módulo.
Por fim, o especialista esclarece uma dúvida comum sobre o desaparecimento dos efeitos em caso de suspensão do remédio: “Na maioria dos casos, a disfunção sexual melhora e desaparece após a suspensão orientada ou a troca do medicamento”.
Entretanto, essa recuperação imediata não é garantida para todos os pacientes, por isso, tanto o início quanto a manutenção do tratamento devem ser feitos com acompanhamento médico.
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