
Choque estático: a eletricidade invisível dando sustos nas mãos (Foto: Instagram)
Você já sentiu um choque ao tocar em alguém ou em algo? Isso não significa que você está se transformando no Super-Choque, mas sim que há uma quantidade maior de eletricidade estática em seu corpo ou em um objeto específico. Esse fenômeno é conhecido como choque estático.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Para entender melhor, é importante saber que os objetos são eletricamente neutros, possuindo um número similar de prótons e elétrons. Contudo, essa quantidade pode variar em certas situações.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Durante o atrito, contato ou separação entre materiais diferentes, pode haver transferência de elétrons de uma superfície para outra, deixando um dos objetos com excesso de carga. Essa carga permanece até que entre em contato com um corpo em uma condição elétrica distinta.
“A diferença de potencial faz com que os elétrons se redistribuam rapidamente. Quando essa transferência envolve nosso corpo, sentimos um pequeno choque, que pode ser doloroso dependendo da intensidade e da região atingida”, explica a professora Valentina Martelli, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
A maioria dos choques causados pela transferência de elétrons não representa riscos significativos à saúde, exceto em casos extremamente raros. No entanto, o fenômeno pode gerar faíscas capazes de incendiar gases inflamáveis, como a gasolina.
“Por isso, locais com grandes quantidades de gases inflamáveis devem ter um ambiente de trabalho adaptado e fornecer EPIs para evitar o acúmulo de cargas”, alerta o físico Pedro Alvarez, doutorando na Universidade de Oldenburg, na Alemanha.
OBJETOS, MATERIAIS E SITUAÇÕES QUE MAIS FAVORECEM O CHOQUE
Curiosamente, alguns materiais ou objetos têm maior tendência a acumular carga e, consequentemente, gerar choques ao serem tocados. Entre eles estão:
- Camisas de poliéster, por ser um tecido derivado do petróleo e absorver menos água, agindo como isolante elétrico;
- Climas secos, que favorecem o acúmulo de cargas;
- Pisos de granito ou carpetes, sendo o último mais propenso a acumular eletricidade devido ao atrito fácil com os sapatos;
- Tênis de corrida com solas de borracha grossas, que isolam a pessoa do chão.
“Pisos concretados ou emborrachados não costumam acumular cargas, e a terra em si também não acumula”, ressalta Alvarez.
É POSSÍVEL EVITAR DAR CHOQUE NAS PESSOAS?
Se você não está em um ambiente com fontes inflamáveis, o risco de tomar um choque leve e rápido é praticamente inexistente. Na realidade, eles são mais incômodos do que perigosos.
Há uma forma de reduzi-los: ao tocar frequentemente em objetos aterrados, como paredes, ou em condutores, como prata, ouro ou água com sal, você ajuda a descarregar a energia acumulada.
“Se você quer evitar os choques, muitos amaciantes de roupa possuem produtos que previnem o acúmulo de cargas”, recomenda o físico.
Valentina ainda destaca que compreender o funcionamento da eletricidade é crucial para evitar incômodos ou até acidentes. “Entender a eletricidade ajuda a distinguir os choques estáticos inofensivos dos riscos associados a tomadas, equipamentos e linhas de energia”, conclui a cientista apoiada pelo Instituto Serrapilheira.







Leave a Reply