Flávio Bolsonaro defende patrocínio de Vorcaro para filme sobre Jair Bolsonaro

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Flávio Bolsonaro durante sabatina no Jornal Nacional (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta sexta-feira (28/8), durante uma sabatina no Jornal Nacional, que não há "nada de irregular" em seu envolvimento na captação de recursos privados para o filme Dark Horse, que narra a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Flávio afirmou que "não há problema algum em um filho buscar financiamento privado para um filme sobre seu próprio pai". Ele destacou que "não houve nenhuma contrapartida pelo fato de ser senador da República para esse investidor".

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Flávio também mencionou que não recebeu os recursos diretamente e enfatizou que o projeto não utilizou verbas públicas. "Eu não busquei dinheiro na Lei Rouanet ou em recursos públicos. Este patrocínio não envolve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre meu pai", disse ele.

Quando questionado sobre sua relação com Vorcaro e a mensagem em que afirmava estar "sempre" com o banqueiro, Flávio reiterou que a conexão era privada e relacionada ao financiamento do filme. "É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse patrocínio para um filme", comentou.

Flávio foi o quinto candidato à Presidência a ser entrevistado pelo programa nesta semana. Neste sábado (29/8), Augusto Cury (Avante) será o próximo entrevistado.

O filme Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro, tornou-se um dos principais focos de pressão sobre Flávio Bolsonaro na campanha presidencial. A negociação envolveu US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente destinados ao projeto. A origem e aplicação desses recursos têm sido questionadas.

A Polícia Federal está investigando possíveis irregularidades no financiamento do filme. Simultaneamente, a Polícia Civil de São Paulo examina a atuação da produtora responsável pela obra, que também está vinculada a uma entidade sob suspeita de irregularidades em contratos públicos. O ministro Flávio Dino autorizou o compartilhamento de provas obtidas na investigação paulista com a PF.

Durante a campanha, Flávio prometeu apresentar documentos e prestar contas sobre o financiamento. No entanto, ele posteriormente afirmou que a responsabilidade pela prestação de contas é da produtora do filme.

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