Homem que jogou ex de penhasco em BH é acusado de tentativa de feminicídio

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Homem de 52 anos é formalmente acusado de tentativa de feminicídio após arremessar ex-companheira de penhasco em BH (Foto: Instagram)

Belo Horizonte – Um homem de 52 anos, suspeito de ter arremessado sua ex-companheira de um penhasco na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de BH, foi formalmente acusado de tentativa de feminicídio. Segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Silvanildo Amâncio de Araújo participou de uma audiência de instrução e julgamento em 24 de agosto.

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O processo corre em segredo de Justiça, portanto, não foram divulgados detalhes sobre os crimes pelos quais ele foi acusado, além da tentativa de feminicídio. Ele enfrenta acusações por seis crimes.

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O Ministério Público de Minas Gerais comunicou que ele foi denunciado por crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. Embora não tenha especificado datas, o órgão confirmou que a denúncia foi aceita pelo Judiciário, que agora conduz o processo penal.

O CRIME
Silvanildo confessou ter abordado Ana Cláudia quando ela chegava ao trabalho, levando-a até a região do Jardim Canadá, em Nova Lima, onde a empurrou do penhasco. Ele fez essas declarações após ser detido.

O suspeito também relatou que percebeu que a vítima ainda estava viva após a queda e tentou alcançá-la, mas desistiu devido à dificuldade de acesso.

O RESGATE
Ana Cláudia foi encontrada viva na terça-feira (26/5), após passar várias horas em uma área de mata. Ela recebeu alta do Hospital João XXIII na quarta-feira (27/5) e foi levada ao Hospital Odilon Behrens para exames periciais, que confirmaram a suspeita de estupro.

PRISÃO DE SILVANILDO
O homem foi preso em flagrante. A polícia encontrou com ele roupas, facas, um canivete usado para ameaçar a vítima e um celular envolto em papel-alumínio, uma prática que pode dificultar o rastreamento por GPS.

Ana Cláudia havia solicitado uma medida protetiva contra o ex-companheiro dias antes do crime. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o pedido foi encaminhado ao Judiciário em 21 de maio, cinco dias antes do ataque.

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