Ativista Agripino Magalhães Jr. registra boletim após ameaças de morte no caso Nardoni

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Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá durante entrevista sobre o caso Isabella Nardoni. (Foto: Instagram)

O ativista Agripino Magalhães Jr., que preside a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, formalizou um boletim de ocorrência na última terça-feira (1º/9) após ser ameaçado de morte. Nos meses recentes, ele apresentou ao Ministério Público denúncias referentes ao caso Isabella Nardoni.

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De acordo com o ativista, que também é suplente de deputado estadual em São Paulo, a ameaça mais recente veio na tarde de sexta-feira (28/8), através de uma ligação de número desconhecido.

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Agripino relatou que durante a chamada foi informado: "Estou te ligando para te avisar o seguinte: se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar para encontrarem o seu cadáver. Está avisado". Além disso, ele já havia recebido ameaças semelhantes por mensagens efêmeras enviadas por perfis anônimos nas redes sociais.

O ativista registrou o Boletim de Ocorrência no 23º Distrito Policial (Perdizes), localizado na zona oeste de São Paulo. Ele também planeja acionar a Divisão de Crimes Cibernéticos do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para investigar a origem das mensagens e da ligação.

Na quinta-feira passada (27/8), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) começou a analisar um pedido da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte de Isabella Nardoni, retornem à prisão.

Isabella Nardoni foi assassinada aos 5 anos, na noite de 29 de março de 2008, no bairro da Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Ela foi jogada da janela do sexto andar do Edifício Londres, onde moravam seu pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, junto com os dois filhos do casal.

Em março de 2010, Alexandre e Anna Carolina foram julgados e condenados por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Apesar disso, devido ao bom comportamento, conforme a Lei de Execução Penal, suas penas foram convertidas para o regime aberto.

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