
Fachada do antigo Hospital Maria Amélia Lins, em Santa Efigênia, que se tornará centro de oftalmologia da Santa Casa BH. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – O antigo Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), localizado no bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, passará a desempenhar uma nova função dentro da rede pública de saúde. Anteriormente focada em procedimentos ortopédicos, a unidade será convertida em um centro de oftalmologia sob a gestão da Santa Casa BH.
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A expectativa é que o local comece a receber pacientes novamente em dezembro. A Santa Casa planeja centralizar no edifício serviços atualmente espalhados por diferentes áreas do complexo, incluindo consultas, atendimentos de emergência e cirurgias oftalmológicas.
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O projeto inclui um investimento de R$ 5,8 milhões em reformas e adequações. A meta é aumentar a capacidade mensal da instituição com cerca de 120 cirurgias oftalmológicas e mais de 170 pequenos procedimentos.
O edifício também será adaptado para oferecer o serviço de diálise peritoneal, cuja transferência está prevista para abril de 2027. Com isso, serão disponibilizadas 47 novas vagas para pacientes que necessitam desse tratamento.
A transferência dos atendimentos oftalmológicos para o antigo HMAL deve liberar espaço em outras áreas da Santa Casa BH. A instituição pretende utilizar as áreas liberadas para expandir serviços como saúde auditiva e exames de imagem.
A cessão do imóvel à Santa Casa foi oficializada nesta terça-feira (1º). O acordo tem uma duração inicial de cinco anos, com possibilidade de renovação. A Santa Casa será responsável pela manutenção do prédio, pelos funcionários e pela prestação dos serviços, que serão integralmente realizados pelo SUS.
Antes da mudança de perfil, o HMAL era utilizado para atendimentos ortopédicos de menor complexidade. Após a transferência de parte dos serviços para o Hospital João XXIII, a unidade passou por uma reestruturação.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a rede estadual absorveu a demanda que era atendida no Maria Amélia Lins. A produção de cirurgias ortopédicas da Fhemig, que era de cerca de 200 por mês, passou a superar 400.
No Hospital João XXIII, o número de cirurgias ortopédicas também aumentou, passando de aproximadamente 800 para 1.105 em agosto, segundo o governo estadual.
Para o provedor da Santa Casa BH, Roberto Otto, a escolha do novo perfil do hospital considerou as necessidades atuais da população e a possibilidade de ampliar outros serviços da instituição. A ideia é usar a estrutura do antigo HMAL para aumentar a oferta de atendimentos especializados pelo SUS em Belo Horizonte.







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