
Artistas do Cirque du Soleil apresentam Alegría – In a New Light em São Paulo (Foto: Instagram)
O Cirque du Soleil está de volta ao Brasil com o espetáculo Alegría – In a New Light, uma nova versão do clássico Alegría, que foi apresentado de 1994 a 2013. Entre os integrantes, há seis brasileiros no grupo de trapézio voador, e os treinos são frequentemente embalados por música funk.
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O Metrópoles visitou as tendas do espetáculo para conhecer os bastidores e conversou com dois trapezistas: Julio Cezar e Pati Kuwai.
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Julio, que cresceu em um picadeiro, destacou as principais diferenças entre a rotina de um circo tradicional e o Cirque du Soleil. Ele afirmou que a vida na trupe é bastante agitada devido à convivência com diversas culturas.
“Precisamos manter um nível de seriedade muito elevado. Mesmo nos dias de folga, pensamos em como manter o que temos aqui para entregar uma performance. Nosso dia a dia, alimentação, treinamento, tudo é feito em prol do espetáculo. Isso, literalmente, é a nossa vida. Vivemos para isso e temos que, literalmente, viver para o circo”, explicou.
Pati, por sua vez, chegou a estudar Relações Internacionais antes de descobrir a arte circense aos 21 anos. Ela afirma que, apesar da rotina cansativa, as apresentações são eletrizantes.
Ela comentou: “Há dias em que fazemos até três apresentações, mas nos adaptamos. Com o passar dos dias, já vamos dosando os treinos e o que fazemos durante o dia e à noite. Mas, principalmente aqui no Brasil, sinto que o show dá uma energizada, porque o público é incrível. O público brasileiro é muito diferenciado”, admitiu.
A nova versão do espetáculo também destaca o trabalho da diretora artística Rachel Lancaster, que se empenha diariamente para manter o musical relevante e as histórias interessantes em cada apresentação. Na trupe desde 2011, Lancaster detalhou ao Metrópoles como as adaptações foram pensadas para manter o espetáculo atual. Segundo ela, Alegría – In a New Light foi lançado em 2019, após uma grande demanda do público pelo retorno do espetáculo. O primeiro passo foi entender o que tornava o musical tão especial: a história, os atos, a música ou a tecnologia.
“Uma audiência em 2019 era diferente de uma audiência em 1994 e nosso show foi realizado por muitos anos, então precisávamos ter certeza de que ainda iria falar com uma audiência em 2035, potencialmente. Então, vários aspectos diferentes foram considerados e readaptados, além de novas ideias e novos atos que são únicos para essa versão”, explicou.
No dia a dia, durante a temporada, o trabalho da diretora artística é aperfeiçoar os artistas de todas as modalidades circenses e mantê-los motivados, questionando se a história está sendo contada da melhor forma possível. Ela explicou que, acrobaticamente, muitos dos integrantes do Cirque du Soleil são campeões mundiais e ex-atletas olímpicos, então, é preciso manter toda apresentação interessante para que não seja apenas uma repetição para o grupo.
A rotina nas tendas é intensa durante toda a temporada. A trupe viaja com 85 contêineres de materiais e chega a fazer 600 trocas de roupas, perucas e sapatos. Ao todo, 300 pessoas trabalham diariamente nas fantasias.
Outro detalhe curioso dos bastidores é que cada integrante aprende a fazer a própria maquiagem e se arruma “sozinho” para as apresentações. A estrutura montada para os artistas também conta com massagistas, fisioterapeutas, equipamentos de treino, televisões, sofás e até colchões, onde eles podem descansar entre um treino e outro.
O espetáculo fica em cartaz no Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo, até o dia 8 de novembro.







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