Candidato Wilson Grassi sugere extinção de governos estaduais e salário milionário para deputados

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Candidato propõe extinguir governos estaduais e repassar municípios diretamente a Brasília (Foto: Instagram)

Wilson Grassi, candidato à Presidência pelo Democrata, propõe a eliminação dos governos estaduais e das Assembleias Legislativas em um eventual mandato. Ele argumenta que o cargo de governador é desnecessário e que os municípios deveriam se reportar diretamente a Brasília (DF).

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Em entrevista ao Metrópoles, gravada na terça-feira (1º/9), Grassi afirmou que a extinção de cargos estaduais, como governadores e deputados estaduais, dobraria os recursos destinados aos municípios. Ele também defendeu a extinção de municípios com populações pequenas, de 5.000 a 10.000 habitantes, que considera inviáveis.

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O candidato afirmou que os estados consomem "metade do orçamento público" e que é necessário um prefeito para cuidar das cidades e um presidente para o país. Segundo ele, as funções dos governadores poderiam ser transferidas para os ministérios, considerando a era digital e a facilidade de transporte.

Grassi também apresentou propostas controversas, como um salário mensal de R$ 1 milhão para deputados, eliminando a cota parlamentar e as emendas. Ele acredita que isso acabaria com o "sequestro" do presidente, que seria refém dos deputados.

Ele explicou que os deputados teriam que arcar com todas as suas despesas, como assessores, transporte e alimentação. Se bem gerido, o orçamento pessoal ainda permitiria que o deputado economizasse parte do salário milionário.

As emendas parlamentares, que atualmente alocam recursos para obras e melhorias em municípios, seriam substituídas por uma relação direta entre municípios e o governo federal, segundo Grassi.

O candidato também se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6×1, defendeu uma anistia "ampla, geral e irrestrita" e propôs um programa de botox para mulheres de baixa renda.

Durante a entrevista, Grassi prometeu correr uma maratona ao redor do TSE enquanto sua campanha estivesse suspensa. Na quarta-feira (2/9), ele correu 25 km. À noite, o ministro Dias Toffoli retirou as restrições à sua campanha.

Toffoli permitiu o uso das redes sociais, o acesso ao Fundo Eleitoral e a participação em debates. A suspensão ocorreu por falta de informação adequada sobre os perfis de campanha nas redes sociais.

Grassi foi o sexto entrevistado da série com presidenciáveis do Metrópoles. Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Clariana Barão já participaram.

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