
Senador Rogério Marinho dá entrevista a jornalistas em frente ao plenário do Senado. (Foto: Instagram)
O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), chamou nesta quinta-feira (3/9) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “mal-intencionado” e “ladrão da esperança”. A declaração foi uma resposta à acusação do petista sobre a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.
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Lula afirmou que a oposição, liderada pelo coordenador da campanha de seu adversário, tentou impedir que a proposta fosse analisada pelo plenário do Senado na quarta-feira (2/9). O presidente não mencionou Marinho pelo nome em sua declaração.
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Em sua resposta, o senador acusou Lula de enganar a população ao defender a redução da jornada de trabalho sem corte salarial, alegando que essa medida teria impacto nos preços, emprego e informalidade.
O senador classificou a proposta de Lula como “golpe da picanha 2” e argumentou que tanto empresas quanto trabalhadores sofreriam as consequências dessa mudança.
Marinho encerrou sua publicação acusando Lula de ter um “projeto de poder e não um projeto de país”, chamando-o novamente de “ladrão da esperança”.
A resposta de Marinho veio após Lula cobrar publicamente a votação da PEC no plenário e atribuir à oposição a tentativa de barrar o avanço da proposta.
Lula também destacou que a redução da jornada permitiria aos trabalhadores um dia extra de descanso sem perda salarial. Segundo ele, os argumentos de que a mudança prejudicaria a economia repetem críticas feitas anteriormente a outros direitos trabalhistas.
A PEC foi aprovada na quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e poderia seguir para o plenário. Marinho foi um dos quatro senadores que votaram contra o texto na comissão, ao lado de Hamilton Mourão, Tereza Cristina e Jaime Bagatoli.
A votação no plenário, contudo, não ocorreu. Esta é a última semana de esforço concentrado no Senado antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.







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