
Flávio Bolsonaro critica ministro Alexandre de Moraes como “laranja podre” após visita a Filipe Martins (Foto: Instagram)
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou em 5 de setembro que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma “laranja podre” dentro da Corte.
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A afirmação foi feita na saída da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR), após uma visita ao ex-assessor Filipe Martins. Flávio foi recebido com aplausos por apoiadores que estavam do lado de fora do presídio.
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A visita, que durou cerca de duas horas, ocorreu sob chuva. Flávio estava acompanhado de aliados políticos, embora sua equipe tenha descrito a agenda como pessoal e sem intenções eleitorais. A entrada no presídio foi autorizada por Moraes, que é responsável pela execução da pena de Martins.
O ex-assessor de Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por participação em um plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. A acusação aponta que ele ajudou na elaboração da “minuta do golpe”, que previa medidas como a prisão de Moraes e a convocação de novas eleições.
Na saída, Flávio criticou o ministro, afirmando que, se eleito presidente, seu objetivo seria preservar a credibilidade das instituições e evitar que as decisões de um magistrado contaminem a imagem do STF como um todo. O senador também declarou que Moraes não deveria continuar como ministro do STF e que pretende proteger a população das ações do magistrado.
Flávio afirmou que, caso eleito, seu objetivo será “resgatar a credibilidade das instituições”.
CRÍTICAS A MORAES
Durante sua fala, Flávio acusou Moraes de usar investigações sobre notícias falsas para perseguir adversários políticos. Ele também criticou o papel do ministro no processo que resultou na condenação de Filipe Martins.
Segundo Flávio, a “minuta do golpe” usada contra Martins seria um “documento apócrifo” sem valor legal. Ele alegou que o ex-assessor é alvo de uma perseguição política promovida por Moraes.
Flávio afirmou: “Ele escolhe seus alvos e tenta construir uma narrativa para condenar alguém que já decidiu que quer condenar, independentemente do que o processo ou as evidências mostrem”.
Além disso, Flávio criticou a aplicação da lei da dosimetria aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, alegando que Moraes impediu a revisão das penas enquanto a constitucionalidade da legislação é questionada no STF.







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