
Candidatos ao governo de Minas intensificam presença digital (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A campanha eleitoral impulsionou a presença dos candidatos ao governo de Minas Gerais nas redes sociais. Um levantamento do Metrópoles revela que, desde março, quando a corrida pelo Palácio Tiradentes ainda estava em fase de articulação, alguns candidatos aumentaram significativamente o número de seguidores no Instagram.
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O governador Mateus Simões (PSD) apresentou o maior crescimento proporcional entre os candidatos analisados pelo Metrópoles em 13 de março. Ele quase dobrou seus seguidores, passando de cerca de 121 mil para 235 mil, um aumento de aproximadamente 94% em menos de seis meses.
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Apesar das mudanças, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém uma ampla vantagem em número de seguidores. Conhecido por sua interação nas redes, ele aumentou de 3,9 milhões em março para 4,5 milhões em setembro. Seus números refletem também nas pesquisas de intenção de voto, nas quais lidera em todos os cenários.
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, viu seus seguidores aumentarem de 215 mil para 244 mil no período. Gabriel Azevedo (MDB) também cresceu de 204 mil para 235 mil seguidores.
A comparação também destaca a transformação do cenário eleitoral mineiro desde março. Naquela época, alguns candidatos ainda não estavam na disputa, enquanto outros nomes cotados acabaram ficando de fora.
O senador Rodrigo Pacheco (PSD) era um dos possíveis candidatos ao governo, mas não entrou na corrida. Após meses de especulação, mesmo tendo se filiado ao PSB para apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco desistiu, e o partido escolheu o ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias como candidato.
Flávio Roscoe não estava entre os candidatos no levantamento de março. O empresário foi escolhido pelo PL para disputar o governo após reviravoltas envolvendo Cleitinho e a busca por um nome que sustentasse a campanha de Flávio Bolsonaro no estado.
Ao todo, 11 candidatos concorrem ao governo de Minas nas eleições deste ano.
Apesar do aumento expressivo de seguidores de alguns candidatos, isso não se traduz necessariamente em crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Os números mostram cenários distintos.
Cleitinho, por exemplo, soube usar as plataformas digitais para ampliar seu alcance entre os eleitores. Ele é conhecido por divulgar vídeos com pautas populares e se apresentar como "um verdureiro" que quer melhorar o país por meio da política.
Com essa estratégia, o senador melhorou seu desempenho e conquistou a liderança nas pesquisas de intenção de voto. No entanto, em um levantamento recente, apareceu com 29% das intenções de voto, em comparação com 34% ou 35% na pesquisa anterior. Questionada sobre uma possível mudança de abordagem, a equipe de Cleitinho afirmou que ele continua apostando na proximidade com o público.
Para Simões, a situação é diferente. Apesar de ter registrado o maior crescimento proporcional no Instagram desde março, ele ainda aparece numericamente atrás dos líderes nas pesquisas.
Simões tem investido na produção de conteúdo para as redes e utilizado o tempo de propaganda eleitoral na TV para se apresentar aos eleitores e associar seu nome ao ex-governador Romeu Zema (Novo). Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, ele obteve 7% das intenções de voto.
O movimento inverso é observado com Patrus Ananias e Alexandre Kalil. Ambos têm audiências menores no Instagram em comparação com Cleitinho e, no caso de Patrus, também ficam atrás de Simões e Gabriel Azevedo em número de seguidores. Ainda assim, aparecem numericamente à frente na disputa pelo segundo lugar nas pesquisas.
Na última Quaest, Cleitinho lidera com 29% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Patrus aparece com 11%, seguido por Kalil, com 10%. Simões tem 7%; Gabriel Azevedo, 5%; e Flávio Roscoe, 3%.







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