Bebê de 9 meses se recupera de queimaduras graves após acidente doméstico em Brasília

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Bebê de 9 meses recebe tratamento para queimaduras após acidente doméstico com café (Foto: Instagram)

Na manhã de 5 de julho, Leticia Dantas estava preparando café quando um acidente transformou a rotina de sua família. Jorge, seu filho de apenas 9 meses, estava em seu colo e sofreu queimaduras graves quando a garrafa de café e o coador caíram sobre eles.

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“Não sei exatamente como aconteceu, se ele puxou a garrafa ou se eu esbarrei, mas tudo caiu sobre nós. Infelizmente, ele foi o mais atingido, pois sua pele é muito delicada”, recorda Letícia.

Ela imediatamente retirou a roupa do menino, colocou-o sob o chuveiro e correu para o hospital. Devido à gravidade das queimaduras, Jorge foi internado na UTI do Hospital Anchieta. As lesões eram principalmente de segundo grau e algumas bastante profundas.

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“Em crianças tão pequenas, a perda da proteção da pele pode causar sérias complicações. Desde o início, era crucial controlar a dor, manter a hidratação e monitorar de perto as áreas afetadas”, explica o cirurgião Rafael Avarenga, da equipe de queimados do Hospital Anchieta.

Jorge passou por cirurgias para remover tecidos queimados e tratar as áreas afetadas pelo café e água quente. Devido à sua idade, foi necessário sedá-lo e aplicar anestesia para realizar os curativos.

“Ele realmente foi um milagre, pois, se não me engano, tinha 30% de chance de não sobreviver”, relembra a mãe.

O risco de queimaduras em crianças é maior. Queimaduras por líquidos quentes são comuns em menores de cinco anos e podem ser mais graves, pois a pele das crianças é mais fina. Elas também têm menor volume de sangue, o que aumenta o risco de choque hipovolêmico.

Em caso de queimadura, é essencial colocar a área afetada sob água corrente fria por 30 a 40 minutos. Não se deve aplicar pomadas ou receitas caseiras. A recomendação é cobrir a pele com um pano limpo e levar a criança ao hospital.

Jorge progrediu melhor do que o esperado, respondendo bem aos tratamentos e curativos. Ele deixou a UTI, foi para a enfermaria e recebeu alta. No entanto, os cuidados continuaram, pois ainda havia uma lesão na perna direita que permanecia aberta.

Hoje, com 11 meses, Jorge está quase totalmente recuperado. O curativo na perna já foi removido, mas ele continua sob acompanhamento médico.

“A recuperação não termina quando a pele fecha. Precisamos monitorar a cicatrização, preservar movimentos e verificar possíveis consequências no crescimento. Dependendo da profundidade das lesões, esses cuidados podem durar bastante tempo”, afirma Alvarenga.

A rotina da família começa a voltar ao normal, mas Letícia relata que o acidente os transformou. “Há um eu antes e depois do hospital, como mãe e pessoa, em relação à minha fé. Não sei como agradecer aos médicos e equipe pelo que fizeram e ainda fazem pelo Jorge”, conclui.

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