
Mendonça e Moraes em sessão marcada por Fachin às vésperas das eleições (Foto: Instagram)
Ao agendar uma sessão do Supremo Tribunal Federal para o dia 15, Edson Fachin comete um grave erro político: inflama ainda mais as tensões a duas semanas do primeiro turno. O tribunal, que há anos se coloca acima de qualquer fiscalização externa e evita aplicar a Lei Orgânica da Magistratura entre seus membros, exporá publicamente um confronto entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.
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Para Maierovitch, se a intenção de Fachin era usar o método "freezer" para acalmar os ânimos, transmitir o julgamento ao vivo tão próximo das eleições terá o efeito contrário. Com o tribunal dividido e uma maioria já formada, a tendência é arquivar as ações contra Moraes – o que será visto no país como mais um exemplo de corporativismo. Isso resultará em uma perda ainda maior da autoridade moral da Corte e fortalecerá a retórica bolsonarista na fase final das eleições.
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