
Tatunca Nara retratado em foto de arquivo, figura central do mistério de Akakor (Foto: Instagram)
Em meio aos enigmas que envolvem a história de Tatunca Nara, imagens antigas ajudam a reconstituir o caso que envolve uma suposta cidade subterrânea na Amazônia, o assassinato de um jornalista e o desaparecimento de três turistas estrangeiros. A série Morte e Mistério na Amazônia, que estreou na HBO Max no último dia 10, revisita essa intrigante história.
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Tatunca Nara, cujo verdadeiro nome é Hans Günther Hauck, nasceu em 5 de outubro de 1941, na Alemanha, e chegou ao Brasil por volta de 1966. Ele alegava ser descendente dos Ugha Mongulala, um povo que, segundo ele, vivia na região há cerca de 15 mil anos. A partir desses relatos, surgiu a história de Akakor, uma cidade perdida escondida na floresta.
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O jornalista alemão Karl Brugger se interessou pela história e a documentou no livro A Crônica de Akakor. Anos depois, a identidade de Tatunca também foi questionada, revelando que ele era, na verdade, Hans Günther Hauck.
Brugger dedicou anos à investigação de Akakor, mas foi assassinado antes de concluir sua busca. Em 1º de janeiro de 1984, ele foi morto a tiros em Ipanema, no Rio de Janeiro. O crime nunca foi oficialmente resolvido.
Tatunca também foi associado ao desaparecimento de três turistas estrangeiros — John Reed, Christine Heuser e Herbert Wanner — que teriam viajado à Amazônia em busca da cidade perdida. Contudo, ele nunca foi formalmente acusado pelos desaparecimentos ou pelo assassinato de Brugger.
Tatiana Issa e Guto Barra, responsáveis pela série Morte e Mistério na Amazônia, conseguiram entrevistar Tatunca em sua casa na Amazônia, registrando sua versão dos eventos. Tatiana relata que a conversa provocou diferentes reações na equipe.
“A gente pôde perceber que, naquela longa tarde na casa dele na Amazônia, cada um reage de um jeito ao que ele fala. Tem um que cai na mentira, tem um que fica com dó, o outro questiona se matou mesmo”, explica.
Para a diretora, a gravação foi uma das experiências mais desafiadoras de sua carreira. Ela conta que a equipe foi ameaçada após a entrevista.
“É um homem extremamente manipulador, está o tempo todo driblando as perguntas. Não dá para desviar o olho dele em momento nenhum. Foi perigoso, fomos ameaçados na cidade, tivemos que sair às pressas. Tivemos que sair fugidos porque ele criou uma figura mística de perigoso”, completa.







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