
Alinne Moraes defende supervisão no uso de celulares por crianças (Foto: Instagram)
Alinne Moraes fez uma comparação entre a falta de supervisão no uso de celulares por crianças e uma situação de perigo real. Mãe de Pedro, de 12 anos, a atriz revelou que o filho começou a usar o aparelho recentemente, mas com restrições de tempo e acesso a conteúdos infantis. A declaração chamou a atenção, e a coluna Fábia Oliveira conversou com especialistas sobre o tema.
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A pediatra Renata Castro destaca que estar em casa não garante segurança digital. “Os pais costumam querer saber onde o filho está e com quem conversa. Essa lógica deve se aplicar também à internet, onde uma criança pode ter contato com estranhos ou conteúdos impróprios”, afirmou.
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O pediatra Thiago Cast reforça que o tempo de tela é apenas um dos fatores a considerar. “É preciso observar o que a criança está assistindo, em que contexto usa o aparelho e se há interação com desconhecidos. Limites devem ser estabelecidos antes de surgirem problemas, para que não sejam vistos apenas como punição”, explicou.
Além dos riscos de exposição e privacidade, a psiquiatra Jessica Martani alerta que a forma como a tecnologia é usada pode impactar o comportamento e o bem-estar emocional das crianças. “Se uma criança depende do celular para lidar com tédio ou ansiedade, é preciso atenção. O cérebro infantil ainda está aprendendo a controlar impulsos e regular emoções. Se estímulos digitais interrompem constantemente essas sensações, certas habilidades podem não ser desenvolvidas adequadamente”, disse.
Jessica também menciona sinais de alerta como irritabilidade ao retirar o aparelho, dificuldade em parar de usá-lo, alterações no sono e perda de interesse por outras atividades. “Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de garantir que ela não substitua sono, brincadeiras e interações presenciais. Supervisão significa ensinar a criança a reconhecer riscos e desenvolver autonomia”, concluiu.
Renata ainda enfatiza que o celular não deve ser a principal forma de acalmar ou entreter. “A infância deve incluir movimento, brincadeiras e até momentos de tédio. O objetivo não é eliminar a tecnologia, mas evitar que ela ocupe todos os espaços”, afirmou.







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